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    13 tipos de entrevistador que você NÃO deve ser durante um briefing

    Se você trabalha como freelancer, tem sua própria empresa ou trabalha com demandas solicitadas por um cliente, seus projetos serão baseados em um briefing.


    Se você trabalha como freelancer, tem sua própria empresa ou trabalha com demandas solicitadas por um cliente, uma coisa é certa, seus projetos serão baseados na interpretação de um briefing. Mesmo em casos em que o briefing chega pronto e fechado, o contato com o cliente pode ajudar a tirar dúvidas, evitar retrabalhos e ainda vai ajudar a se conectar com seu cliente e atingir os objetivos do projeto de maneira mais orgânica e eficiente.

    Eu separei aqui neste post treze tipos de pessoas que você não deve ser no momento de fazer um briefing. Portanto, se você se encaixa em algum desses perfis, saiba o que evitar nessas situações:

    1. Inquisição / Tortura

    O designer pressiona o cliente e o faz falar coisas que nem ele gostaria de falar, questiona suas ideias e referências, criando um relacionamento hostil e fazendo com que o cliente tenha medo das consequências de uma resposta “errada”.

    Solução: Esse tipo de abordagem pode deixar marcas por todo o projeto, pois um bom relacionamento nasce da criação de um ambiente de confiança. Se o seu cliente não sabe quais caminhos seguir, pressionar não é o caminho. Tente partir pelo caminho contrário, o que não pode ser feito? Do que ele não gosta? As vezes é difícil falar o que gostamos, mas o que não gostamos é algo certo. Converse sobre o mercado e foque no objetivo dele e como alcançá-lo.

    2. Policial bom e Policial mau

    Para essa entrevista, são necessários no mínimo duas pessoas entrevistando o cliente. São duas pessoas diferentes com maneiras diferentes de lidar, mudando o tom da conversa, confundindo o cliente. Se interrompem e discordam entre si durante a entrevista.

    Solução: Evite esse tipo de confusão, quando for entrevistar seu cliente, combine anteriormente com sua equipe para que todos falem a mesma língua. É importante que em uma reunião de briefing em grupo não existam filtros, porém, as experiências de cada um devem somar ao projeto. Mostre ao seu cliente a sinergia de vocês.

    3. Confessionário

    Ambiente sem julgamento, onde o cliente encontra no designer uma pessoa que irá livrar ele de seus problemas, um local de desabafo, mas que depois pode acabar vindo com uma penitência…

    Solução: É preciso equilíbrio para não ser apenas um receptor passivo, mas alguém pronto para ajudar e contribuir ao projeto. Escutar é o ponto mais importante de uma reunião de briefing, porém, coloque um pouco de você no projeto, contribua para o crescimento com suas ideias. Afinal, seu cliente procurou você esperando o resultado das experiências que cada um pode somar ao projeto.

    4. Terapeuta

    O designer entra dentro da psique do cliente, está desde os primeiros contatos analisando cada movimento, e fazendo anotações o tempo todo. Coloca o cliente no divã e o deixa falar por horas, e nem sempre sobre o projeto.

    Solução: Durante as nossas entrevistas e conversas com os clientes, assuntos do dia-a-dia irão surgir, e podem contribuir para que entenda o perfil do seu cliente, são informações valiosas. Mas cuidado para não se distrair e acabar seu tempo com o cliente falando apenas de assuntos que fujam do projeto. E lembre-se: anotar é importante, mas escutar com atenção e empatia podem fazer a diferença na relação cliente + fornecedor.

    5. Garçom de “Corno”

    É o designer que só é procurado quando o cliente tem um problema e geralmente já não é a primeira vez, a reunião é em um bar ou restaurante, durante a noite. O cliente volta sempre contando a mesma história, e prometendo que é a última vez para refações e ajustes…

    Solução: Clientes fiéis são os que confiam em nossos conselhos e que sabem que estaremos lá para ajudar, mas tenha cuidado, pois se ele volta sempre com as mesmas queixas, talvez você apenas esteja ouvindo os problemas e não sugerindo soluções para mudar ou resolvê-los. Se o seu cliente volta sempre com os mesmos problemas, está na hora de uma intervenção. Não deixe ele ser o último a saber.

    6. James Bond

    Chega equipado com todos os seus gadgets na reunião, aguarda as informações da missão como uma palestra e só faz perguntas sobre a missão. Frio, calculista, focado… e possivelmente manda olhares indiscretos para tentar conquistar membros da equipe do cliente através da sedução.

    Solução: É preciso criar a habilidade de romper a barreira “da missão”, e criar um laço emocional com seu cliente, pois em alguns casos a resposta para as soluções do projeto ou para um crescimento passa por conhecer quem irá aprová-lo e como convencer a ele de seus argumentos. A empatia e a quebra de formalidades é um perigo que pode trazer problemas no futuro, portanto, saiba dosar até onde ir.

    7. Artista

    Tem as melhores ideias, se diz um gênio para o cliente, mas no fim basta aparecer um trabalho melhor para ele trocar o cliente e deixar o projeto inacabado. Ciumento com suas ideias e fechado com as ideias do cliente, foge dos objetivos do projeto para objetivos pessoais.

    Solução: Durante a entrevista, é importante que não deixe seus prazos em aberto, e que avalie as ideias que irá sugerir para que não comprometa seus prazos ou a qualidade do projeto. Só se comprometa com o que pode entregar. E lembre-se de envolver seu cliente no projeto, mesmo que ele permita que você crie sem regras, o famoso “confio em você”, que só dura até a entrega. No fim, a palavra final é do cliente e o retrabalho é seu. Por mais que um trabalho livre de regras possa parecer um sonho, rapidamente vira um pesadelo por uma falta de definições de objetivos e caminhos.

    8. O Burguês

    Esnoba o cliente, gera formalidades demais, usando palavras difíceis para demonstrar superioridade intelectual. Apenas o enxerga como um plebeu, ignorante sobre design e tudo o que ele é capaz de fazer.

    Solução: O seu cliente é a fonte mais importante de dados sobre o mercado dele, ele pode ser um ignorante em relação a Design, mas o fato de que ele procura você já mostra que quer investir nessa deficiência. Trabalhe junto ao seu cliente sempre. Simplifique seu relacionamento: formalidades são importantes, mas podem gerar barreiras e burocracias (aquelas que sempre que precisa de um serviço, você é o primeiro a reclamar).

    9. Rockstar

    Já chega com diversas exigências e não escuta muitas sugestões, afinal, seu show já está pronto. Inverte o papel com o cliente, se colocando acima de todo o projeto, quase chegando ao ponto de substituir o logo do cliente pelo seu.

    Solução: Seu cliente faz parte do show, quer cantar junto, subir no palco e quem sabe dar uma palhinha com a banda. Envolva ele em suas decisões. Cada cliente tem um perfil, se chegar com muitas exigências, você pode, ao invés de resolver um problema, criar novos. Lembre-se: o Rockstar não é nem você, nem o cliente, o Rockstar é o projeto e seu público. Permita-se ser o roadie, baixista, baterista ou outra peça fundamental para que o show aconteça.

    10. Cartomante

    Ele se considera um guru do projeto, e ao invés de perguntar para o cliente suas dúvidas, fica o tempo todo tentando adivinhar: “Você gosta de amarelo?” ao invés de perguntar “Qual cor você tem em mente?” Atende em locais pouco confiáveis, e no fim acaba levando o cliente a desconfiar de que é tudo um truque.

    Solução: Aproveite a presença do seu cliente para perguntar diretamente sobre seus objetivos, pois tentar adivinhar pode gerar refações desnecessárias e atrasar seu projeto. Sempre opte por perguntas objetivas, quanto menos aberto, menos chances de erros. Se você se perde em reuniões, crie um roteiro para auxiliá-lo. Estude o mercado do seu cliente antes da reunião, e isso sim irá mostrar a ele que você pode ter poderes paranormais!

    11. Clark Kent / Superman

    Começa a entrevista atencioso, gentil, mas logo toca o telefone e tem que terminar logo a conversa para ir “Salvar o Mundo”. Desatento aos problemas do cliente, sempre acha que no mundo existem problemas maiores para resolver.

    Solução: Reserve um tempo para a conversa com seu cliente, caso tenha algo marcado para depois, deixe isso claro logo de início para evitar o constrangimento de largar a conversa na metade. Reuniões de briefing podem ser rápidas ou demoradas, vai variar pelo tipo de projeto e sintonia entre as partes, mas é a parte mais importante do seu projeto, valorize esse tempo. Voltamos a falar de empatia, o projeto do seu cliente pode ser algo pequeno, mas pra ele, é de extrema importância.

    12. Dori

    Quem lembra da peixinha Dori do filme “Procurando Nemo”? Desmemoriada, ela esquece rapidamente o que foi dito, segundos atrás. Costuma demonstrar tanto impaciência quanto otimismo (“continue a nadar…”), mostrando que o projeto será uma grande aventura.

    Solução: Atenção é fundamental para que sua reunião de briefing não fique dando voltas no mesmo assunto. Se seu cliente rejeitou uma ideia, é válido defender, mas nem sempre vale ficar voltando nela o tempo todo. Aprenda com cada informação que o cliente passar, positiva ou negativa. Otimismo, alegria e bom-humor são fundamentais para uma boa relação com seu cliente, mas cuidado para não gerar expectativas que não poderá concretizar. Não prometa arranha-céus se só pode entregar uma casa!

    13. Bruce Banner / Hulk

    Tímido, fechado, e com um grande problema de controle de humor. Basta uma rejeição de ideia para que liberte o monstro escondido: fecha a cara e não quer mais escutar nada que venha do cliente, nem mesmo as boas ideias. Geralmente, quando se acalma, acaba descobrindo que o cliente tinha razão e concorda com suas sugestões, mas pode ser tarde demais.

    Solução: Não deixe as suas emoções o dominarem! O quanto antes você aprender que apenas a soma de ideias irá criar a verdadeira transformação que o cliente procura em seu projeto, antes terá paz e irá entender que ambos querem o melhor para o projeto. Resumindo: não seja um mimadinho!

    Conclusão

    Em um relato pessoal, eu confesso que ainda me divido as vezes entre cada um desses personagens. É um aprendizado constante nos dividir e agregar o melhor de cada personalidade, mas o importante é saber identificar em qual padrão está no momento para reverter e concluir sua reunião com sucesso. Antecipe as suas necessidades futuras, aproveite esse momento para ganhar tempo no futuro, pois o o equilíbrio é o caminho.

    Eu adorei escrever esse post, acho que ainda conseguiria escrever mais alguns tipos. Quem sabe uma segunda parte?

    Você gostou? Tem dúvidas? Faltou algum tipo de entrevista? Quem é você na fila do pão?

    Deixe nos comentários que ficarei feliz em ajudar.

    Quer Saber Mais Sobre Briefing? Veja esses dois artigos daqui do Choco:

    Mas e o briefing…?

    7 itens básicos de um bom briefing

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    • Belo post, Vinny!

      Me identifiquei em vários… são posturas que vamos aprendendo a controlar com o tempo. Cada cliente é um desafio diferente. É ótimo quando a gente encontra um cliente com o qual a gente se identifica e acaba virando nosso amigo. Assim é mais fácil trabalhar e o projeto flui que é uma beleza. Mas como a vida de freelancer não é um mundo perfeito… temos que nos virar com o que tem.

      No mais, parabéns pela sensibilidade e observação. Certamente esses perfis aí vão fazer muita gente refletir sobre a sua forma de conduzir a reunião de briefing!

      Abraço!

    • Que post sensacional Vinny!

      • Vinny Campos

        Valew! Adorei fazer!

    • André Ito

      Não seja o entrevistador Faustão, que é aquele que corta o cliente toda hora e não deixa ele falar.

    • Rony Delgado Siqueira

      Muito bom, são tipos reais e serviu muito para mim e creio que para todos que leiam, independente do lugar na mesa, obrigado e sucesso!

      • Vinny Campos

        Obrigado! O que importa é identificar nossos comportamentos, acontece, mas se identificarmos a tempo, conseguimos salvar o dia!

    • Ítalo Castilho

      Muito bom! E o legal é que isso não se aplica apenas para o design , mas para qualquer um que precise lidar com clientes.

      • Vinny Campos

        Clientes são pessoas com necessidades, procurando alguém que resolva seus problemas, e não que seja mais um problema. Demorei pra entender isso, e confesso que até hoje tenho que me lembrar e para que essa lembrança fique sempre forte um bom início é o melhor caminho.

    • Deborah Alves

      Parabéns pela qualidade do post Viny. De todos acima listados estou mais para Bruce Banner(Hulk). Confesso que fico super decepcionada quando algo que criei não é bem aceito, porém depois de momentos de reflexão, absorvo com mais cautela e me dedico ainda mais para que o meu cliente esteja totalmente satisfeito.

      • Vinny Campos

        Boa Deborah! Vamos cuidar dos nossos monstrinhos, e botar o Hulk pra fora quando precisar de força para batalhar por aquele projeto, para se empenhar e se entregar nos seus layouts, usar o Hulk para atacar, nunca da certo, vai deixar um grande estrago na sua relação com seus clientes.

    • Vinny! Genial, adorei o post. Eu tb me vi, em alguns casos, em alguns personagens. Acho que o importante é ser capaz de aprender mesmo com essas experiências para fazer melhor na próxima. Lembrar sempre que devemos construir relacionamentos com nossos clientes. E relacionamentos sao complicados, mas tb são incríveis – e precisam de trabalho, de cuidado. Beijos!