A importância do conceito no design de produtos

20 de janeiro de 2012 Design de Produto 5 comentários

Artigo de: Joni Bilhar

O designer não é o inventor de determinado objeto, a ele cabe projetar um produto que acrescente funções e que torne a experiência do usuário mais eficiente (entenda eficiência nos seus mais diversos segmentos).

“Para cada produto existe uma forma mais adequada a sua função, e é nesta busca da forma pela função, que o designer trabalha”. A célebre frase de Bruno Munari demonstra a base fundamental do conceito do design de produto.

Buscamos a forma pela função quando estamos projetando. Forma e funcionalidade são então, a base para o design conceitual, através da forma pode-se projetar determinado produto ou objeto que seja mais adequado a função no qual ele se propõe.

Design é bem mais do que objetos irreverentes, com formas e cores inusitadas. Design é projeto, é conceito, se um produto possui determinada forma, existe um por que, que está diretamente ligado às questões de usabilidade e ergonomia do mesmo.

Porém, hoje em dia, a busca incansável da forma para a função não é mais o suficiente, visto que se projetamos algo, é para ser consumido e não para ficar exposto como obra de arte.

O designer hoje, deve se preocupar também em conquistar seu público alvo, cada produto projetado deve ser concebido através de uma boa e consistente metodologia de projeto.

Pensar design, e projetar design, abrange várias fases, desde o briefing até a execução do projeto. Neste período surgem novas ideias, inúmeros problemas, modificações e soluções até o produto final. Por isso a importância da metodologia projetual, que contém os mandamentos para a concepção de produtos de sucesso.

Cada vez mais precisamos entender o que o público consumidor deseja, e ter o diferencial, que ultrapassa as questões de funcionalidade. Produtos nostálgicos, que relembrem a infância, design vintage, design tecnológico, design naturalista…existe um leque extenso de opções para os profissionais projetarem produtos adequados as necessidades de seus públicos previamente determinados.

Trabalhar com design hoje, é um trabalho extenso e cansativo, porém muito prazeroso e gratificante.

Joni Bilhar

Está se formando este ano no curso de Bacharel em Design da ULBRA, no qual seu TCC abordará a Usabilidade em Interfaces digitais voltadas ao público infantil.

Atualmente trabalha com criação e comunicação visual na empresa CERTAJA. Faz alguns trabalhos como freelancer e é um apaixonado pelo design em seus mais variados âmbitos.

jonibilhar@gmail.com | @JoniBILHAR

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    COMENTÁRIOS

    • Mariana Espíndola

      Design de produto é 1% inspiração e 99% transpiração! Fato.

      Acho que o mais complicado para nós que trabalhamos nesse ramo é que sabemos que a maioria dos produtos não passam por essa metodologia funcional, esse processo leva tempo, e hoje as empresas querem tudo para ontem! O mercado precisa cada vez mais de profissionais multifuncionais, habilidosos e ageis.

      Concordo plenamente com você, a maioria dos ” designers de produtos” que são reconhecidos hoje em grande parte são arquitetos ou artesãos, estão criando produtos para exposição e não usuais, isso é outro fator que faz com que esse profissional hoje, aqui no Brasil, seja escasso, porque ja existe um tabu sobre seu verdadeiro trabalho.

      Ótimo texto. Parabéns :)

    • http://www.tonka3d.com.br Ricardo

      Parabens, otimo texto realmente!

    • http://www.designemartigos.com.br/ Eduardo Ferreira

      O post é de tal forma contraditório que fiquei deveras confuso. Qual a relação efetiva da parte escrita com as imagens selecionadas? Por exemplo:

      “Design é projeto, é conceito, se um produto possui determinada forma, existe um por que, que está diretamente ligado às questões de usabilidade e ergonomia do mesmo.”

      Quais dos produtos acima ilustrados apresenta qualquer preocupação aprorística com usabilidade ou ergonomia? Alguns deles, aliás, fogem completamente à ideia de forma x função, em especial pela sintática da forma, que não possui qualquer ligação com o paradigma de uso daquilo que pretende realizar, como o capacete-cafeteira. Uma verdadeira bobagem que vende não porque soluciona seu uso, mas simplesmente porque constitui-se de um feitiche absurdo.

      Outra contradição escandalosa do texto consigo mesmo são esses dois trechos:

      “Design é bem mais do que objetos irreverentes, com formas e cores inusitadas. Design é projeto, é conceito (…)” e “Cada vez mais precisamos entender o que o público consumidor deseja, e ter o diferencial, que ultrapassa as questões de funcionalidade. Produtos nostálgicos, que relembrem a infância, design vintage, design tecnológico, design naturalista…”.

      Produtos nostálgicos se diferem, de alguma maneira, dos maneirismos “irreverentes” criticado anteriormente? Novamente, se apela a um uso fetichista da forma para encobrir uma incapacidade completa de solução projetual para um uso, e se “conquista” o usuário não pela qualidade intrínseca do projeto, mas pela verborragia semântica que encobre suas falhas. E todos, absolutamente todos projetos listados acima caem nesse grupo.

      Não se trata de não fazer uso de aspectos semânticos no projeto, mas de submetê-lo aos aspectos funcionais, de forma a que o uso do objeto seja facilitado pelas questões semióticas. Argan no texto “Crise do design” expõe de maneira redondíssima o problema do design, quando o objeto deixa de ser objeto para sobrepor-se ao usuário, e classificá-lo de acordo consigo. Ou seja, o objeto determina o ser do usuário, e não o contrário, numa subversão gnosiológica que serve senão à manutenção de um poder controlador, em vez de dar autonomia ao usuário, objetivo final do design. Ofecerer agradinhos emocionais e nostáligicos ao usuário não é dar autonomia, senão cerceá-lo num mundo fechado e inexistente do passado e da brincadeira, e enquanto isso, problemas de LER continuam acontecendo em escritórios, pessoas continuam comendo arqueadas em mesas mal projetadas, produtos continuam com preços altíssimos por causa de questões (novamente( fetichistas e de royalts, entre tantas outras coisas que acontecem por essa bobagem toda que se faz em “design” de produto hoje.

    • Sandra Maria

      concordo plenamente com o texto acima. Sou desingner e cada vez mais me convenço de que as pessoas que buscam esse diferencial estão totalmente fora da realidade desse significado. Elas buscam o diferente, não importa se é funcional atendendo suas necessidades, importa que é diferente de tudo que já viu. Fazer desingner não é só isso.

    • Karolinezanellato

      muito lindos e criativos os produtos, parabéns