Categorias

Newsletter

  • http://chocoladesign.com/wp-content/uploads/2015/04/made-in-post.jpg
    Branding

    A Importância do “Made in…”

    A origem de marcas, produtos e serviços tem uma importância cada vez maior na dinâmica globalizada de consumo. Os "made in" refletem uma série de percepções acerca dos países dos quais marcas são originais.


    Já falamos muito sobre branding de nações, mas na maioria das vezes nossa abordagem se restringiu à parte do design e identidade visual.

    Dessa vez, resolvi escrever um pouco sobre como o “made in”, ou seja, a origem de marcas e produtos, influencia na gestão de corporações ao redor do mundo.

    Made in Italy, Made in France, Made in Brazil, Made in China, Made in Peru, Made in Japan, Made in USA, Made in Thailand, Made in Switzerland. Cada uma destas identificações de origem mandam mensagens claras sobre o que uma marca, produto ou serviço representa.

    Hoje, “made in” tem uma grande influência e importância para os consumidores: onde e como um produto é feito se torna mais importante pois pode qualificar associações essenciais na decisão de compra.

    Isso se torna cada vez mais importante já que a globalização desafia esta percepção de origem. Em um mundo onde a pesquisa e desenvolvimento de um produto ocorrem em locais diferentes de sua produção e distribuição, a identificação da origem é um grande diferencial. Esta é uma das maiores distinções entre o passado e o presente, já que no século 20 a maioria das cadeias produtivas eram invisíveis aos consumidores. Atualmente, estas informações já são de fácil alcance.

    A definição do país de origem ou o significado de “made in” tornou-se crítica, ainda mais quando incluímos a crescente consciência por responsabilidade social e diminuição do impacto de grandes corporações na sociedade e meio-ambiente.

    Now versus Then

    fonte: http://www.futurebrand.com/images/uploads/studies/cbi/MADE_IN_Final_HR.pdf

     

    Os países de origem mais fortes são percebidos facilmente pelos consumidores.

    A França é reconhecida por seus artigos de luxo e alimentos gourmet, a Itália pelo design e moda, os Estados Unidos se destacam em bens de consumo e o Japão pela tecnologia, principalmente automotiva. Quando se trata de probabilidade de compra – ou qual “made in” nos motiva mais a comprar – França, EUA e Itália são os países com desempenho mais forte.

    Ranking de Países

    fonte: http://www.futurebrand.com/images/uploads/studies/cbi/MADE_IN_Final_HR.pdf

     

    Ranking de País por Categoria

    fonte: http://www.futurebrand.com/images/uploads/studies/cbi/MADE_IN_Final_HR.pdf

    Outro aspecto interessante de uma pesquisa conduzida pela Interbrand sobre o assunto foi que quando os participantes foram questionados sobre a compra de marcas de seus próprios países, os entrevistados em nações desenvolvidas como Itália, França e Austrália mostraram um evidente patriotismo ao dar preferência a produtos de seus países, enquanto consumidores nos países em desenvolvimento como Índia e Brasil ainda tendem a preferir marcas que vêm de outros países.

    Além disso, se um país é forte em alguma categoria, outras poderão se beneficiar dessa expressividade. Ou seja, é mais fácil a França se estabelecer como um forte país de origem em automóveis já sendo forte em outras categorias, como luxo.

    No mais, marcas de sucesso contribuem para a força de seus países de origem de forma geral. No Brasil temos alguns exemplos disso: Gisele Bündchen, Irmãos Campana e Havaianas são marcas de sucesso que agregam valor ao país como um todo.


    O que faz um país de origem forte?

    Autenticidade:

    • Produzem produtos únicos que se conectam com a história do país, seu povo e sua situação geográfica.

    Diferenciação:

    • Cultura, herança e abordagem se tronam vantagens competitivas.

    Padrão de Qualidade:

    • Comprometimento com segurança, processos produtivos, qualidade e transparência.

    Expertise:

    • Ser identificado como melhor em determinada categoria.
    strong origin countries

    fonte: http://www.futurebrand.com/images/uploads/studies/cbi/MADE_IN_Final_HR.pdf


    Vale pontuar também que a reputação de um país muda com o tempo. O Made in Japan, por exemplo, já foi sinônimo de produtos pouco duráveis e baratos. Hoje, o Japão é conhecido por exporter produtos super tecnológicos e de alta duração.

    Se o país de origem se torna um importante asset a ser utilizado por marcas, o mesmo pode se dizer de cidades. Rimmel (London), DKNY

    (New York), Guerlain (Paris) e Prada (Milan) são exemplos de como uma abordagem ainda mais localizada do mesmo tema se faz relevante.

    E viva o Glocal!

    Fonte:

    www.futurebrand.com

    Warren J. Keegan, Mark C. Green. Global Marketing. 8a edição. Pearson. 2015.

     

    FIQUE ATUALIZADO !

    Insira aqui o seu email para receber gratuitamente as atualizações do blog!

    I will never give away, trade or sell your email address. You can unsubscribe at any time.


    • Carolina, parabéns pelo artigo! Eu sempre gostei de pensar sobre a origem das coisas, tanto que quando conheço uma marca ou produto novo, a primeira coisa que faço é descobrir seu país de origem.

      Acho bacana este tipo de explicação, pois faz com que tenhamos uma visão mais realista do que estamos usando.

      Fico pensando: Será que num futuro próximo, teremos produtos desenvolvidos por multiplas nações?

      • Carolina Sangiovanni

        Lucas, obrigada!!! Quanto a sua pergunta, sim, com certeza! Isso já está ocorrendo. A Apple por exemplo usa a tag “designed in Califórnia assembled in China”. Muitas marcas de moda e beleza também fazem semelhante.

    • Thais Liguori

      Olá! Gostaria de saber o link da pesquisa realizada pela Interbrand sobre a preferência dos consumidores em relação a origem das marcas, em nações desenvolvidas e em países em desenvolvimento. Muito obrigada!

      • Carolina Sangiovanni

        Thais, é só clicar no link da Interbrand que está relacionado na fonte do artigo 🙂

    • Bruno Santos

      O made in Brazil não é questão de percepção, mas de lei. Os produtos que saem daqui detem conter essa expressão.