Não é qualquer pessoa que consegue ser original em sua área de atuação. Aliás, julgo dizer que às vezes vale mais ser bom, do que tentar ser original naquilo que você faz. Alguns conseguem, mas é complicado surgir com algo novo que ninguém mais tenha pensado, e fazer daquilo a sua marca. É difícil, mas não impossível.
Se tem uma coisa em que Woody Allen não peca, é na originalidade. Seja como comediante, diretor, roteirista ou ator. Seus trabalhos tem um teor único que remetem ao seu nome. Qualquer fã de carteirinha reconhece um filme dele, sem precisar ler seu nome nos créditos, porque seu estilo é quase que único.
Agora, você sabia, ou alguma vez reparou, que até na tipografia usada em seus filmes, ele fez questão de registrar sua marca? Pois é, Woody Allen tem uma fonte favorita, que tem sido presença confirmada em seus filmes desde Annie Hall em 1977. Desde então, com exceção do filme Interiors (1978), a mesma fonte foi usada em todos os seus filmes que foram lançados.
Windsor é uma fonte, digamos que, “descontraída”, com serifas arredondadas, desenhada por Elisha Pechey em 1905. Dizem que foi recomendada ao cineasta pelo tipógrafo Ed Benguiat, durante um jantar em New Jersey. Foi amor a primeira vista, e virou marca registrada em seus filmes, junto com o jazz, o diálogo rápido e a paranóia.
Apresento a vocês Windsor, ou, como muitos a conhecem, “a fonte do Woody Allen”:
(1977)
(Manhattan – 1979)
(1980)
(1982)
(1983)
(1984)
(1985)
(1986)
(1987)
(1987)
(1988)
(1989)
(1989)
(1990)
(1992)
(1992)
(1993)
(1994)
(1994)
(1995)
(1996)
(1997)
(1998)
(1999)
(2000)
(2001)
(2001)
(2002)
(2003)
(2004)
(2005)
(2006)
(2007)
(2008)
(2009)
(2010)
(2011)
Fonte de boa parte das imagens.
Imagem destacada: Ilustração do No Sugar Studio.




































