Não existe anuário de criação que resista ao charme de um anúncio com padrão de história em quadrinhos. Sempre está presente pelo menos uma tirinha.
Acho que talvez pela quantidade infinita de recursos visuais que a arte sequencial de Will Eisner nos dá, com um poder de síntese incrível, fundamental no pouco espaço-tempo que a publicidade tem em mãos.
Peso dos balões, diagramação dos quadros, personalidade em poucos traços e cenários construídos que já orientam toda a narrativa são algumas das armas. Se bem orientadas, ou não, fazem estragos sociais e até políticos.
Mas o grande poder dos quadrinhos é a brecha entre eles. O não dito entre as ações, onde reside toda nossa imaginação estimulada pela verve criativa de narrativas visuais complexas e, ao mesmo tempo, tão acessíveis a todos.
Hard Rock Cafe – Rock Histories, Y&R, Argentina

MTV – Sexidents, Grey, Alemanha (Cannes Lions 2011)

Anador – Manual de Barraca, Lowe, Brasil

O formato de cartum também funciona muito bem. A brecha da imaginação fica na subleitura da situação narrada.
Paper Mate – Diálogo, Giovanni+DraftFCB, Brasil (Cannes Lions 2012)

Anador – Traição, Lowe, Brasil

Às vezes basta utilizar algum recurso de HQ e já fica interessante.
Glyde.com – Rich, Hub, Estados Unidos

Dunking’ Donuts Coffe Shop – Cryogenics, JWT, Espanha

Para terminar fica a dica de leitura: Almanaque dos Quadrinhos de Carlos Patati e Flávio Braga, Editora Ediouro.