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  • Arte Fotografia

    Sobre Antoine D’Agata e a liberdade que ser diferente nos traz

    Quando nos assumimos como pessoas diferentes, acho que tudo fica mais fácil. O mundo passa a nos ver como alguém que não pensa muito […]


    Quando nos assumimos como pessoas diferentes, acho que tudo fica mais fácil. O mundo passa a nos ver como alguém que não pensa muito igual todo mundo. Se você tem vontade de ousar artisticamente, você precisa “sair do armário” em termos de normalidade e assumir que você tem impulsos que não são comuns. Hoje vamos falar de um cara diferente. Antoine D’Agata é um fotógrafo francês. É membro da Magnum, estudou no ICP NY, ganhou vários prêmios e trabalha hoje em Paris dedicando-se à fotografia e aos curta-metragens.

    A fotografia de D’Agata pode ser comparada, em termos de temática, com a de sua colega de ICP Nan Goldin (situações e cenários que, geralmente, tentamos esconder debaixo do tapete, como drogas, prostituição, abuso de menores, coisas assim), mas esse fotógrafo alia ao seu universo narrativo a técnica de longas exposições e movimento que fazem com que suas imagens ganhem tamanha força e dramaticidade que as histórias que ele narra não chocam, necessariamente os olhos, de forma literal, mas chocam o subconsciente. A imagem está lá, as pessoas estão lá, mas elas não se mostram nitidamente.

    A força da narrativa fotográfica de D’Agata é, justamente, o que ele esconde nas sombras, o que ele borra, o que sai duplicado. A forá está nos fantasmas. D’Agata nos mostra o pior do mundo real de forma irreal, etérea e quase fantasiosa. O mundo dele é denso, sofrido, de um prazer quase culpado. A dor nunca sai de cena, o abuso emocional e físico está sempre presente. A proximidade do fotógrafo diante das cenas é perturbadora. Diz ele: “Não é como um fotógrafo olha para o mundo que é importante. Importante é a sua relação íntima com ele.”

    Em 2009 foi lançado um filme que acompanhou o trabalho dele:

    http://www.youtube.com/watch?v=9hBN_1YWyOs


    • Bruna

      Realmente uma arte drámatica, que envolve quem observa. Um misto de polêmica e essência.