Por sugestão do leitor Renan Manão, hoje escrevo um breve texto (pretendo voltar a esse assunto em outra oportunidade) sobre um dos problemas mais corriqueiros na profissão do designer: “qual a melhor forma de defender a minha criação?”.
Na verdade, não existe uma receita ou coisa parecida, mas, com certeza, o mais importante para a construção de uma boa defesa é a elaboração de uma argumentação sólida e muito bem fundamentada, com argumentos de caráter prático e teórico, do que será exposto ao cliente.
Em poucas palavras, o primeiro comprador do produto é o próprio anunciante. Portanto, ele tem de ser convencido por você que a comunicação está de acordo com a mensagem que a empresa gostaria de passar ao seu público (de acordo com o que está previsto no, indispensável, briefing).
É lógico que por muitas vezes apresentamos e apresentaremos soluções muito condizentes com as necessidades da organização, porém os clientes, simplesmente, não aprovam e pedem para refazer todo o trabalho. Acontece, mas isso é assunto para outro artigo.
Por exemplo, se você for defender o desenvolvimento de toda a identidade visual de uma empresa, não hesite em trazer argumentos que expliquem os significados das cores utilizadas, das formas expostas, do tipo utilizado (explique o porque de usar este ao invés daquele) e o porque da combinação entre logo e tipo ter sido aquela.
Pode ser importantíssimo basear-se em conhecimentos de caráter teórico, com base em autores conceituados que tenham publicações a respeito do assunto, pois isso, em grossas palavras, dividiria o peso da responsabilidade nas suas costas com outros profissionais que são referências naquele assunto.
Em alguns casos, é interessante expor resultados de pesquisas, para explicitar, por exemplo, os hábitos, estilo de comportamento, características intelectuais etc. daquele determinado público, fazendo com que o seu endossamento seja mais convincente ainda, pois nada melhor do que entender o próprio público para direcionar a comunicação de forma que elimine, ao máximo, qualquer tipo de ruído que possa existir.
É imprescindível que você esteja seguro do que está falando. Se não tiver, é melhor adiar a sua apresentação para que os seus argumentos estejam na ponta da língua. O nervosismo causa a impressão de que você não está seguro com o seu próprio trabalho. Ou seja, se você não passa confiança, o seu trabalho, com certeza, não passará.
Perguntas dos clientes, com certeza, acontecerão. Portanto, estude o máximo possível, pois assim você poderá derrubar os argumentos contrários expostos e depositar ainda mais confiança no que você está apresentando.
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