Hoje em dia todo mundo é o que quiser, basta mudar o perfil no Twitter, Facebook e afins para “função que eu quero” e pronto. Mas, não! Claro que não! Ou, pelo menos, não deveria ser assim.
Viajando pelos perfis de pessoas conhecidas (ou não), é fato encontrar alguma descrição do tipo “gerente de projetos”, “diretor de criação” etc. Tudo bem, se essas pessoas não tivessem acabado de entrar no mercado de trabalho.
No começo cheguei a desconfiar que eu estava sendo rabugento demais, mas para ter certeza que estava em sã consciência, comecei a perguntar para essas quais eram as funções por elas exercidas e se elas tinham a real noção do que esse título impunha em sua atividade trabalhista. Mas, como eu já esperava, uns se embananavam nas respostas e sequer respondiam, outros tentavam responder de forma filosófica e não chegavam a lugar nenhum.
Ao contrário do que pensam, para que se “possa” utilizar essas titulações elevadas da profissão, é necessário muito estudo, percepção de mercado, experiência e entre muitos outros fatores. Aí caímos em um questionamento que, com certeza, nenhum desses fizeram a si mesmos antes da denominação: “Eu estou preparado para isso?”.
Certamente você deve estar se perguntando como achar a resposta para a pergunta de cima. Então, bem resumidamente: Primeiro, você deve saber o que esse profissional faz. Segundo, saber se o que ele desempenha está de acordo com o que você é capaz de fazer.
Um exemplo de reflexo prático desse tipo de situação aconteceu comigo quando precisava contratar uma pessoa que, realmente, fosse capaz de coordenar uma equipe de comercial e, ao conversar com ela, percebi que pouquíssimas coisas daquilo que estava escrito em seu perfil do Linkedin era condizente com aquele profissional (pelo menos para mim). Isso pode “queimar” o seu nome no mercado e taxá-lo como um “embromador da comunicação”.
Portanto, certifique-se de que você é realmente competente para segurar o peso (se encarado da forma correta) de uma denominação, seja ela qual for. Conforme uma velha expressão diz, “vender o peixe é necessário”, mas uma mentira pode vender um peixe estragado e trazer problemas irreversíveis.
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