Muitos de nós querem começar um negócio, e até arrumam um dinheirinho para começar. Infelizmente muitas empresas morrem antes mesmo de completar o seu primeiro aniversário e, geralmente, é pelos mesmos erros. Não avaliaram de maneira correta como investir o seu capital inicial. o Post de hoje, é sobre 5 erros comuns que cometemos ao iniciar o nosso novo negócio.
1. subestimando custos de operação
Quase 30% dos novos empreendedores subestimam o seu custo de operação mensal, ou seja, se esqueceram de colocar algumas variáveis na conta. E geralmente são coisas que estão diretamente ligadas ao seu produto final.
Vamos para um exemplo simples, um fotografo freelancer: ele coloca no orçamento as parcelas da sua câmera, lentes, tripé, flash, bolsa… aí, ao conseguir o job, se esquece de colocar também no orçamento o custo do veiculo de condução, combustível, seguro do carro, IPVA, etc. ou mesmo, a passagem de ida e volta de ônibus.
O custo de operação deve contar com todo tipo de gasto que será necessário para manter a sua atividade em pé e rodando.
A dica: planilhas, cara! Planilhas! Não se intimide com a interface feia do Excel, ele é seu maior aliado nesta empreitada.
Faça uma planilha de orçamento do seu escritório que contemple contas anuais esperadas, por exemplo, manutenções periódicas, IPTU+IPVA, seguros. Muita coisa a gente sabe que vai ter que gastar, mas não se prepara… simplesmente porque esqueceu de anotar.
2. subestimando o custo de startup
Quase 20% dos novos empreendedores dizem não ter guardado dinheiro o suficiente como capital inicial de sua empresa. Foram muito otimistas, acharam que as vendas iriam bombar e o negocio logo se sustentaria. O maior erro, é achar que a grana vai entrar tão logo quanto o negócio for fechado com o cliente.
Negligenciar o ciclo financeiro de sua empresa é o maior erro que você pode cometer. Você nunca deve esquecer que o cliente pode atrasar o pagamento.
A dica: Além do investimento inicial para compra de equipamentos e demais despesas para colocar o negócio em funcionamento, você precisa de dinheiro em caixa: o seu capital de giro! Ao fazer seu planejamento, é aconselhável dispor na planilha que vai gastar provavelmente o dobro do que você tinha calculado. Nunca se esqueça de que sempre podem haver imprevistos. E não conte com a galinha antes dos ovos. Não espere que o seu negócio se sustente apenas com as receitas, pois elas serão menores do que você espera, lembre-se, existem perdas.
3. Errando na formação de preço
Esta talvez é uma das partes mais difíceis para os novos empreendedores. Como já falamos no post anterior, somamos os custos, jogamos a nossa taxa de markup (lucro + impostos + etc), e temos o nosso preço. Funciona? Claro! Mas não devemos ignorar o nosso posicionamento e valor no mercado.
A dica: se está começando, acabou de abrir as portas e já está cobrando mais caro que a concorrência, talvez seja difícil captar bons clientes logo de cara.
Avalie o seu posicionamento no mercado. Pra quem você quer vender? Como já dissemos no post anterior, não dá pra sair vendendo pra todo mundo. Como o seu cliente não te conhece, ele tem que pelo menos perceber o seu valor pela sua precificação. Não seja ganancioso. Talvez seja mais sensato trabalhar inicialmente com uma margem menor de lucro, até que você tenha um volume maior de vendas (projetos), assim, o seu custo operacional se dilui na quantidade.
4. Desequilíbrio no Ponto de Equilíbrio
Uma grande dificuldade é distinguir os custos fixos (aluguel e instalações) dos custos variáveis (materiais, comissões e frete). O resultado disso é acreditar que seu custo operacional vai se manter o mesmo independentemente das vendas.
Acreditem, existem empresas que quebram por ter crescido demais.
A dica: mais uma vez, EXCEL, seu relacionamento com as planilhas deve ser tão bom quanto com o Photoshop, Illustrator ou Flash. Separe bem as contas de custo fixo dos variáveis. A medida que o seu volume de projetos for crescendo, e a sua empresa precisar de mais colaboradores, avalie cautelosamente o volume de vendas necessárias para justificar a compra de novos equipamentos ou a contratação de um novo colaborador.
5. Não calcular no orçamento seu próprio salário
Não colocar o seu salário nas projeções de seu próprio negócio, deixa o seu custo e ponto de equilíbrio baixo, o que pode animar quem está começando. Afinal de contas, “eu sou patrão, não preciso me pagar, eu me pago com os lucros!” – ninguém nunca pensou nisso?
Um pensamento como este pode ser fatal para qualquer e todo negócio.
A dica: num post anterior, já comentamos que ninguém deve trabalhar de graça e o seu salário deve ser orçado no seu custo operacional. No primeiro ano, a sua nova empresa provavelmente não terá lucro positivo. Mesmo que não tenha dinheiro em caixa para pagar o seu próprio salário, esta conta deve estar presente na sua planilha. Você nunca deve esquecer que o lucro, é da empresa, e não seu. Por isso, é interessante abrir duas contas no banco, uma pra você, pessoa física, e outra para o seu negócio, mesmo que seja uma empresa de uma pessoa só.
Fonte: http://www.entrepreneur.com/article/219368
Imagens: Google + Flickr




