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    Freelancer por opção ou por ocasião?

    Opções, oportunidades e adaptação. Todos podem ser freelas?


    Olá! Neste artigo, vamos conversar sobre opções, oportunidades e adaptação na vida de freelancer, seja por opção ou ocasião. Antes de começar, vou contar como foi comigo:

    Sou freelancer oficialmente desde 2008. Já tinha passado por pequenas e grandes empresas quando tomei a decisão de seguir carreira solo.

    Na época, eu já estava sem motivações no meu atual emprego e meus trabalhos paralelos me davam mais “tesão” (essa palavra e sentimento são importantes, logo voltamos nela). Em 2008, eu trabalhava no Grupo Pão de Açúcar, como Diretor de Arte, focado no e-commerce do Extra.com.br, e por mais criativas que fossem as campanhas, ainda era Varejo (nada contra quem faz, mas não é meu segmento favorito). Em paralelo, eu já estava começando a trabalhar com bandas, músicos e outros clientes que pegava para complementar a renda, ou simplesmente para criar algo que me desse “tesão” (voltamos na palavra).

    Eu já estava ganhando alguns quilos extras, ficava mais animado depois do trabalho do que durante meu dia, e fazendo as contas ficou claro o que eu deveria fazer. Conversei com minha esposa, que me apoiou na decisão, não só naquele momento mas também em meses sem pagamentos ou sem uma data certa, pois é uma nova realidade. Foi então que conversei com meu chefe e chegamos a conclusão que seria melhor para ambas as partes que eu saísse e seguisse minha vida freela. Aguardei ele encontrar outra pessoa para o cargo, fizemos treinamento e marcamos minha data de saída (nunca feche portas, suas atitudes em situações assim podem acabar marcando você). 

    Para garantir minha data de saída decidi comprar uma passagem para o Fim do Mundo! Um dia enquanto freelava de madrugada, assisti no Vida Loca Show do Fernando Muylaert, um episódio sobre Ushuaia, uma cidade conhecida como Fim do Mundo! É a cidade mais ao sul do planeta! E foi para lá que fomos, eu e minha esposa, nossa primeira viagem, minha primeira internacional. Abaixo o vídeo do programa:

    Antes desse novo início, a decisão de viajar ajudou muito a recarregar e a iniciar a nova fase com aquele gás que precisamos para enfrentar novos desafios. Eu como nômade digital, e apaixonado por viagens, recomendo que você faça uma viagem, pare por um fim-de-semana, e se equilibre antes de iniciar uma nova rotina, até para não sentir falta da antiga rotina.

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    Desde então, foram muitos aprendizados, perrengues, alegrias e mudanças de pensamento que acontecem até hoje.

    Durante esses anos, diversas vezes apareceram propostas de contratação, cheguei até a tentar em uma antiga empresa que me chamou, e eu disse que preferia ficar o período do projeto que me contrataram e depois conversaríamos, e a decisão foi de continuar freela(A empresa acabou sendo vendida poucos meses depois, o feeling é muito importante em nossas decisões).

    Depois dessa introdução em que abro o coração, vamos voltar ao tema:

    OPÇÕES

    Uma coisa importante: ninguém é obrigado a fazer um trabalho que não acredita ou que não dá “tesão”. Todo mundo tem contas pra pagar, alguns têm filhos e outras responsabilidades, mas ninguém é obrigado. Você tem a escolha de se tornar freela, mudar de emprego, carreira e forma de trabalho. Não é fácil, mas é possível.

    Ser freelancer é um caminho, uma opção. Algumas pessoas decidem começar sua carreira freelancer, outras se tornam, como eu, por opção, e outras devido a um desligamento de sua empresa atual, se tornam freelas enquanto procuram um novo emprego. Mas continuar freela é uma opção. Sua opção. Certa ou Errada? Isso depende de você.

    OPORTUNIDADES

    Quando eu estava vivendo uma “vida de Batman”, de dia era o chato Bruce Wayne e de noite saía para bater em bandidos. Eu sentia mais “tesão” em trabalhar nesse meu segundo período do dia, eu era mais produtivo, em resumo, era mais feliz. Antes de jogar tudo para o alto (cuidado com essas palavras), eu tentei de alguma forma equilibrar o volume de pagamentos com o do meu emprego fixo. Analisei minha rede de contatos para ver se seria possível continuar tendo renda e todas as oportunidades a minha volta.

    É muito importante que, ao se tornar freelancer, você entenda e foque suas energias na sua escolha. Um freelancer que procura emprego é um desempregado. Tem receio de falar que é freela para o mundo. O freelancer tem esse estigma do “vai ficar pra titia”, como quem diz “ninguém quer você”. Errado! Você virou freela por opção, tem que ser aquela tia pegadora, segura de si, que não está nem aí para o que pensam, se casou, se vai casar. O que importa é ser free e feliz com sua escolha. O que não impede de rolar um caso ou outro com alguém qualquer dia desses.

    Lembre-se: ser freela é um estilo de vida, mas também um momento de vida. Sua intuição e leitura do seu momento de vida serão fundamentais nessa jornada. Se você decidiu ser freelancer, abra-se para as oportunidades que irão surgir ao seu redor. Divulgue, tenha orgulho da sua decisão: isso irá inspirar confiança e irá abrir diversas portas para você.

    ADAPTAÇÃO

    Nos dias de hoje, os modelos de trabalho já não são mais os mesmos, e é muito fácil aprender com os erros de outros que já desbravaram um caminho, que para você que pensa em ser freela, ainda é novo.

    Porém, uma maioria expressiva, seja por uma cultura familiar ou pelo senso comum, não encontra apoio ou exemplos próximos que sigam esse caminho. Então, por ser um formato de trabalho relativamente recente (embora eu considere que os artistas do renascimento já eram freelas…), não somos acostumados a seguir e nos preparar para esse caminho, ou viramos empreendedores ou funcionários, o freela é o caminho do meio.

    Você, como freela, terá que se adaptar a diversas situações dessa sua nova vida flexível, horários flexíveis, clientes flexíveis e datas de pagamentos flexíveis. Uma adaptação é baseada em ajustes, em entender a nova realidade e descobrir como tornar seu novo estilo de vida produtivo, rentável e saudável.

    CONCLUSÃO

    Freela por opção ou por ocasião? O importante é estudar, aprender com quem já trilha esse caminho e, de tempos em tempos, se perguntar se esse é o estilo de vida que você quer seguir. Não existe certo ou errado, nem decisão que não tenha volta: tudo se torna experiência e conhecimento. 

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    Para não deixar esse post apenas na filosofia, vamos a algo que eu levo como um medidor dos caminhos que quero seguir:

    Adequação: Sempre pergunte a si mesmo se você se adéqua a esse estilo de vida. Além das partes boas, você está pronto para o que pode surgir de contra-peso? Trabalhar em casa, pagamentos inconstantes, sem horário fixo para trabalhar (sim, isso pode ser um problema). Não é demérito ter um emprego fixo, ou ser freela, existem diversos casos provando que cada caminho tem seus prós e contras. Não aceite as publicidades de “Largou tudo”, “Liberdade” e outros. Lifestyle é algo bonito na teoria, mas não é para todos (e tudo bem se não for pra você).

    Viabilidade: Você como freelancer é um projeto de vida viável? Está dando certo? Existe uma crescente? Como você se vê em 5 anos? É preciso persistir, porém nadar contra a maré por muito tempo pode ser que canse mais você do que o faça crescer. Comprometa-se, mas saiba a hora de reavaliar seus caminhos.

    Longevidade: Até quando você quer continuar como freela? É um período de experiência? Você sabe aonde quer chegar? Qual é seu cliente dos sonhos? (Os meus são o Green Day, Foo Fighters, Ringo Star/Paul McCartney, Sex Pistols e Ramones.) Trace os seus objetivos para conseguir enxergar aonde quer chegar, e o quanto está caminhando em direção do seu objetivo ou se afastando.

    “Tesão”: Eis o que acho mais importante! Qual seu nível de vontade para produzir? O quão feliz você fica em conquistar um novo projeto? Celebrar cada conquista de nossas vidas é importante, mais ainda quando estamos freelas e de alguma forma conquistamos isso por nossos méritos. Mantenha sempre sua vontade como guia.

    Espero conseguir ajudar em meus próximos posts em sua adaptação a esse estilo de vida! Quais são as maiores dificuldades que você enfrenta como freela? Você gostou das minhas dicas? Deixe sua opinião nos comentários!

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    • Boa Vinny. Ótimo post. Nômades Digitais estão, digamos, 10 anos à frente do mercado geral. Eu me lembro dessa conversa no PA, admirei a sua vontade, naquela época fazer parte de uma grande empresa era meta pra maioria das pessoas. Me incluo nessa. Hoje o estilo de vida freelancer, viajando o mundo ou não, é a meta da maioria dos designers que conheço. Eu acho que pra todo mundo que é ou pretende ser freelancer, é muito importante fazer parte de uma comunidade. Seja ela de vanguarda digital, grupo de estudo, artístico ou acadêmico. Não seja o freela forever alone de cueca no seu quarto. Interaja com o mundo.

      • Vinny Campos

        Valeu Kadu! E já estamos atrasados! Quem sabe o que virá pela frente?!

    • Darth Maul

      Excelente texto meu querido! Deveras, estou em uma situação complicada pela falta de colocação no mercado de trabalho e devo dizer que lendo seu texto hoje, considero e procuro, a forma de freelancer pela ocasião que a vida me deu. Gostei da sua narrativa e da forma de abordagem ao texto e sinto que preciso de mais informações e embasamento para que na atual situação, consiga me manter.
      Recomendadíssimo seu texto! Te desejo muito sucesso na empreitada e coisas boas!
      Abraços!!

      • Vinny Campos

        Obrigado Darth Maul!