Olá, chocólatras!
Esta semana, irei abordar um tema um tanto quanto complexo e divergente: o limite de separação entre a inspiração e o plágio.
Quando é possível considerar que uma determinada criação é fruto de uma influência em outra ou se essa é, necessariamente, um plágio?
Antes de mais nada, é essencial que deixemos claro que não se trata de tendência (em geral, tendência são as novidades que vão reger o mercado por um determinado período de tempo).
Podemos compreender, ao consultar o dicionário Michaelis, que inspiração significa: 1. Ato ou efeito de inspirar ou de ser inspirado. 2. Coisa inspirada. 3. Coisa ou pessoa que inspira. e plágio quer dizer: 1 Cometer furto literário, apresentando como sua uma idéia ou obra, literária ou científica, de outrem: Acusaram Eça de plagiar Zola. 2 Usar obra de outrem como fonte sem mencioná-la. 3 Imitar, servil ou fraudulentamente.
Nas artes, existem algumas formas de se estimular a criatividade, e a inspiração em terceiros é uma delas, pois, muitas vezes, a mesma vem de coisas completamente diferentes daquilo que estamos desenvolvendo. Por exemplo, a canção “Garota de Ipanema” foi inspirada em uma mulher, a Helô Pinheiro, ou seja, a beleza daquela jovem (na época, rs), fez Tom Jobim compor com maestria uma das mais famosas músicas da MPB.
O químico francês Antoine Lavoisier dizia: “Na natureza nada se cria, tudo se transforma” e é, generalizando, com esse raciocínio que é possível explicar o mercado. Todo trabalho é desenvolvido por meio da experiência e da vivência do profissional, cabendo a ele direcioná-lo para aquilo que se é conveniente aos olhos.
Da minha parte, quando algum trabalho meu serve de inspiração para algum outro, me sinto extremamente lisonjeado e agradecido.
Mas a grande questão é quando a inspiração deixa de ser uma forma de homenagem e influência e passa a ser uma cópia daquilo que foi criado anteriormente, ou seja, o conhecido e odiado (pelos criadores originais) plágio.
É interessante salientar que o plágio pode ser total ou parcial, sendo assim, ele é, também, bastante encontrado nas “entrelinhas” das criações.
Recentemente, um vídeo em homenagem ao dia dos namorados (outro chocólatra, Daniel Lima, falou sobre) foi feito, pela agência África, para a empresa de telefonia Vivo e, se não fosse pela internet, não saberíamos (ou lembraríamos) que em 2000, a ATL veiculou um vídeo bastante semelhante.
Vejam:
Vivo:
http://www.youtube.com/watch?v=gJkThB_pxpw&feature=related
ATL:
Outro caso interessante é o que envolveu a Rossi e a Gafisa. Observe (lembrando que o vídeo da Gafisa é o mais antigo):
Rossi:
http://ccsp.com.br/ultimas/pop_videos.php?video=rossi17.mov
Gafisa:
E aí, o que vocês acham? Esses dois casos seriam inspiração ou plágio? Pra mim a resposta é óbvia, rs.
Espero os comentários de vocês, pois esse assunto é um prato cheio para uma bela discussão!
Até semana que vem!
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