As longas madeixas subnasais dos germanos chamavam a atenção na Idade Média. E de tanto gritarem “bei Gott”, “por Deus!”, o nome pegou.
Símbolo de status social em diversas épocas, o bigode não traz mais prestígio para quem o ostenta nos dias de hoje. Pelo contrário.
O apêndice peludo é tratado com escárnio pela sociedade pelada das últimas décadas. Ou mesmo como representante do pensamento retrógrado, do tradicionalismo bobo, de excentricidade às vezes.
É claro que a moda sempre resgata o bigode para compor novos hits, mas é geralmente tratado como acessório de virilidade que não dura mais de uma estação (hoje virilidade também é acessório).
Mas a boa e velha publicidade é um ótimo termômetro para medir a nossa relação com esse aparato de separação entre homens e mulheres (nem tanto em Portugal).
http://www.youtube.com/watch?v=XFdBK4gdYcA
De leves penugens a verdadeiros rabos de andorinha, o bigode já teve importantes representantes na política, filosofia, artes e ciência, e a publicidade também faz o seu papel, sempre atual, de não nos deixar esquecer.
Sem falar que é instrumento de design.
Independente da relação, bigode e publicidade prometem passar muito tempo se falando, bem debaixo dos nossos narizes.

