Mais que barba e cabelo

6 de junho de 2012 Campanhas publicitárias 2 comentários

As longas madeixas subnasais dos germanos chamavam a atenção na Idade Média. E de tanto gritarem “bei Gott”, “por Deus!”, o nome pegou.

Símbolo de status social em diversas épocas, o bigode não traz mais prestígio para quem o ostenta nos dias de hoje. Pelo contrário.

O apêndice peludo é tratado com escárnio pela sociedade pelada das últimas décadas. Ou mesmo como representante do pensamento retrógrado, do tradicionalismo bobo, de excentricidade às vezes.

É claro que a moda sempre resgata o bigode para compor novos hits, mas é geralmente tratado como acessório de virilidade que não dura mais de uma estação (hoje virilidade também é acessório).

Mas a boa e velha publicidade é um ótimo termômetro para medir a nossa relação com esse aparato de separação entre homens e mulheres (nem tanto em Portugal).

http://www.youtube.com/watch?v=XFdBK4gdYcA

De leves penugens a verdadeiros rabos de andorinha, o bigode já teve importantes representantes na política, filosofia, artes e ciência, e a publicidade também faz o seu papel, sempre atual, de não nos deixar esquecer.

Sem falar que é instrumento de design.

Independente da relação, bigode e publicidade prometem passar muito tempo se falando, bem debaixo dos nossos narizes.

  • COMENTÁRIOS

    • Rafael Lacerda

      Muito bom. Belo texto com excelente conteúdo. Parabéns!

    • http://www.facebook.com/Thulioph Thulio Philipe

      hahaha, ótimo post cara, belas palavras e ótima abordagem! Parabéns