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    Personal Branding

    Marcas perfeitas não existem

    Não é concebível ser bom em tudo. O cérebro não é capaz de interpretar e juntar coisas antagônicas. Por não conseguimos crer nelas, nós as rejeitamos, mesmo que isso não passe intencionalmente por um processo racional. – Bender, Arthur.


    Logo que entramos no mercado de trabalho vamos com aquela fome e vontade de saber cada vez mais sobre as mais diferentes áreas no mercado em que atuamos. É uma ansiedade louca! Isso não vale só para profissionais em início de carreira, mas também para os profissionais já experientes e que estão em transição desta para aquela área nova do mercado.

    Hoje existem, basicamente, dois grandes grupos de profissionais em todo e qualquer mercado:

    Generalistas

    São aqueles profissionais que sabem de tudo um pouco, mas não dominam uma área em específico. Tendem a ser bons gestores, já que tem uma visão holística do mercado e de suas diferentes áreas.

    Especialistas

    São os profissionais que têm uma capacidade técnica acima da média para uma determinada função. Geralmente são excelentes técnicos e dominam com maestria sua função, mas não tem total compreensão do todo.

    “Um líder que seja um bom administrador, mas tecnicamente medíocre, é geralmente muito mais útil à empresa do que se ele fosse um técnico brilhante, mas um administrador medíocre.” – Fayol, em folheto apresentado no Congresso Internacional de Mineração e Metalurgia, 1900.

    Essa citação de Fayol nos mostra que não adianta sermos os melhores especialistas no que fazemos se não tivermos uma visão maior do que é o mercado em que atuamos.

    Trouxe essa citação porque os profissionais hoje estão com uma certa tendência de querer ser especialistas em todas as disciplinas que se relacionam com seu campo de atuação, querendo se tornar um profissional perfeito para o mercado. E profissional perfeito não existe.

    O que temos que buscar é o meio termo entre ser generalista e ser especialista.

    Dominar uma disciplina é muito importante porque é sendo específico em algo que nos diferencia dos demais profissionais do mercado, mas também é importante ter a visão do todo, saber a função de cada uma das demais disciplinas sem, necessariamente, se especializar nelas.

    Mas o que tudo isso tem a ver com minha marca pessoal?

    Você está lendo o jornal e vê o anúncio de uma Ferrari a preço de carro popular. Provavelmente você vai pensar algo como “Não é possível, só pode ser brincadeira!”. E talvez aconteceria o mesmo ao ver o anúncio de um apartamento de 500m² com preço de quitinete.

    Nosso cérebro não processa informações antagônicas. Se é um produto muito bom, ele tem um valor mínimo aceitável para ser consumido no mercado. E quando falamos de marcas pessoais a regra é a mesma.

    Agora vamos ver um exemplo oposto. Quem não se apaixona por ver um bebezinho aprendendo a andar? É um dos momentos mais imperfeitos do ser humano. Pernas tortas, anda cambaleando, coordenação motora quase zero. Mas ainda assim ficamos lá babando por aquela gracinha de fraldas que nem sabe falar. E o que tem de perfeito nisso? Nada.

    Citei acima duas categorias de profissionais e a tendência deles em buscarem ser especialistas em tudo que encontram pela frente. Se você faz ou já fez isso, pare agora! Ou você é uma coisa ou é outra. Não tente ser tudo. Escolha algo que domine muito bem e concentre-se nesse ponto com toda a energia.

    Temos que buscar autenticidade da nossa marca

    Se você fez as atividades que propus nos posts anteriores, já tem um mínimo de conhecimento sobre a sua marca. Agora selecione um aspecto da sua imagem de marca e firme posição aí. O que não é possível é querer que as pessoas à sua volta acreditem que você é muito bom em tudo, porque isso vai parecer contraditório e confuso para elas.

    Construa um monopólio temporário sobre uma característica única da sua marca que só você tenha. É melhor vender uma diferença para cem pessoas do que cem diferenças para uma pessoa.

    Até semana que vem! 😉

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    • Lucas Kfouri

      Bem Legal a reflexão. Exatamente o que tenho pensado nesses quase 3 meses de formado. Abraço.

    • Para mim, a busca pela perfeição reflete a necessidade interna de ser aceito pelos outros. E é exatamente isso que muitos profissionais passam nos dias atuais. Mas devemos fazer uma pergunta: como que esses profissionais (podendo ser eu ou você) chegaram a essa linha de raciocínio? Talvez, internamente, já saibamos a resposta.

      Gostei do texto. Parabéns!

      Se não se importarem, coloquei o link deste post lá no meu blog (brunobulnes.tumblr.com) =D