Metro não é o nome do novo Windows. Metro é estilo do novo OS da gigante da Redmond. Todo o anúncio do lançamento de um novo Windows pela empresa do linguarudo Balmer não tem mais criado tanta expectativa. Afinal, o Windows não é mais visto como sinônimo de inovação. De verdade, a última versão que usei e gostei foi o XP. Depois disso, foram só repetições. Ok, o OS da Apple também é bem parecido há anos, sem muita variação. Mas uma coisa é clara para mim: a Microsoft se repete, mas não corrige e melhora, ao contrário da sua principal concorrente. Mas sinto cheiro de mudança no ar.
Certa vez, Jobs disse que “o problema da Microsoft, é que eles não tem bom gosto”. De fato, o Windows nunca foi sinônimo de beleza e facilidade de interação. Você acha lógico clicar em “Iniciar” para desligar o computador? Mas, as coisas mudam, designers mudam e usuários mudam. Assim, a nova proposta do Windows chama atenção. Mudou tudo, literalmente.
A proposta do novo estilo é converger tudo numa coisa só. PCs, tablets e smarthphones terão o mesmo padrão visual. A ideia da gigante de Redmond é fazer com que a experiência do usuário seja a mesma em aparelhos diferentes. Vai notar que o Windows 8 é praticamente igual em todos esses devices.
Para começar, a tela inicial do novo Windows. Particularmente, a interface é muito bem feita e de um bom gosto excelente. O esquema das “janelas” dá uma facilidade de acesso nunca vista antes no Windows. A proposta é bem agresiva, levando em conta que a gigante de Redmond não é uma empresa conhecida por audácia em design:
Os designers da Microsoft foram para o caminho inverso da outra gigante, aquela de Cupertino. Esta faz a opção pelo realismo, aproximando cada vez mais a interface com o que conhecemos e usamos. Os Apps da Apple estão repletas de textura e realismo. Tudo em nome de permitir que a pessoa se sinta mais a vontade, como que se usando algo que realmente saltasse da tela para o mundo real. Já o estilo Metro propõe algo mais digital, sem textura, brilho. Até a iconografia foi pensada assim. (A iconografia é um post a parte. Falarei posteriormente sobre a nova iconografia adotada pela Microsoft)
A rolagem da tela inicial é toda horizontal. E para permitir que o usuário perceba isso facilmente, ponto para os designers do Metro: elementos ficam cortados no canto direito, o que dá entender que há algo mais ali. A barra de tarefas deixou de ser a “barra burra”. Agora você não precisa mais acessar menu após menu para achar o que deseja. É tudo mais rápido e simples. Esse modo de menu foi chamado de Charms. Basta usar o cursor ao canto direito da tela, como a Apple e o Linux vem fazendo a tempos. Facilitar o acesso de Apps e funções mais acessadas foi mais um acerto. Aprenderam essa lição.
A busca de Apps ficou mais bem desenhada também. Mas tudo bem. É só uma lista simples com os Apps. Mas se tratando da Microsoft é um grande avanço. Antes, procurar os Apps num canto esquerdo minúsculo como é atualmente, não ajudava em nada. Ter uma visão geral dos Apps foi uma boa sacada.
Mas, apesar de toda essa beleza, há erros. Alguns grosseiros. A pior na minha opinião é: como eu fecho um App? A inteligência por trás do Windows 8 diz que se deixo de usar um App aberto por muito tempo, ele fecha sozinho. Péssimo. E se lá estiver uma informação importante que usarei mais tarde no meu trabalho? É como anotar um telefone importante num papel e alguém jogar fora só porque não liguei ainda. Mas e se eu realmente quiser fechar o App? O uso do “X” para fechar é universal. Usar isso diminui em muito a curva de aprendizado. Agora, não ter esse elemento vai fazer muita gente quebrar a cabeça. Mas eu conto como fazer. Basta clicar no topo e arrastar o App para a extremidade inferior. Porém, na antiga mesa de trabalho, o “X” está lá, o que nos leva a outra falha.
O Metro não “converte” a interface de programas já existentes e nem todo o restante do Windows. Por exemplo, elementos padrões do Snow Leopard da Apple são convertidos automaticamente para o Lion. Isso não acontece no Metro. Ainda há resquícios do visual velho do Windows lá. Dá a impressão que esqueceram de desenhar algo. Ou então, alguns programas simplesmente não foram redesenhados. Em imagens a cima, perceberá que o ícone de Store e Internet Explorer estão de acordo com todo o design proposto. Mas vai perceber que o ícone do Windows Explorer não teve alteração. Destoa de todo o resto, assim como o Desktop. Até a “barra burra” está lá, ainda, e continua igual ao velho Windows, com seus ícones horrendos. Se a proposta é um design novo, que jogue fora o velho. Pode ser que a estratégia do pessoal do linguarudo Ballmer queira suavizar a transição de uma interface para outra. Ainda assim, se for este o caso ou não, é uma falha em termos de estética na minha opinião.
Enfim, o Windows mudou. Pelo menos a interface. Gosto desse novo caminho. Não sou daqueles que torce para o fracasso deles. Me agrada em saber que estão, de fato, agora valorizando o design. Só espero que por trás de toda essa beleza, não seja o velho Windows que conhecemos.



