Modelo mental como estratégia para usabilidade

16 de dezembro de 2011 Conceitual, Usabilidade 6 comentários

Resumindo bastante a questão conceitual, modelos mentais se tratam da estruturação cognitiva, que através da necessidade que temos de dar às pessoas uma experiência perfeita, o convertemos em uma desconstrução a fim de refazer o comunicação no sentido inverso; do usuário para o comunicante. Compreender os diversos tipos de modelos mentais que podemos encontrar por aí, é conseguir interpretar possivelmente o raciocínio lógico-intuitivo do seu usuário, que consequentemente, uma vez o pensamento aplicado ao projeto, resulta em um material fácil de entender por já estar de acordo com o raciocínio comum.

Apesar do uso do termo ser usado sob várias percepções, é fato de que compreende ser a metodologia adequada pra gerar a experiência perfeita. Mas como será possível se utilizar da ciência cognitiva pra atingir a fluência do usuário?

Nós, desde o berço, desenvolvemos um raciocínio dedutivo que se depura no decorrer dos anos, de acordo com a exposição a tentativa/erro e o aprendizado que isso gera. Passamos então a fazer combinações analíticas e tirar conclusões através de impressões de forma tão rápida e eficaz quanto instintivamente. A partir disso, criamos representações mentais, estas, perfeitamente aplicáveis pela sua própria natureza; trata-se da desconstrução do processo cognitivo.

A usabilidade não só tem tudo a ver, como parece despontar do mesmo tronco da desconstrução que é proposta por todos os conceitos já dados aos modelos mentais até hoje. O propósito de aplicá-la é o de prever ações da sistemática adotada pelos usuários; o método é claro: utilizar-se da simplicidade, da familiaridade do usuário através de suas outras experiências, da flexibilidade – cuja significação se apresenta de qual forma lhe for solicitada, do feed-back imediato gerado pela percepção instintiva e pela segurança que é fornecida através de amparo em caso de quebra de raciocínio.

O processo de interação humana acontece da seguinte forma: os modelos mentais, que se utilizam da cognição pra se formarem em seguida, passam pelos filtros da percepção (por onde acontece todo o processo da segundidade da semiótica), e então, humanos que  somos, interpretamos trazendo pra realidade de uma forma aplicável completando o ciclo da teoria lógica dos signos.

Imagem retirada do www.rhosalopes.blogspot.com

Trago exemplos bem simples do nosso dia a dia:

  • Sabemos que se clicarmos na logo de uma página, ela carregará novamente a sua página inicial;
  • Sabemos que um formulário de acesso se dá através de usuário/senha, um box debaixo do outro, respectivamente;
  • Sabemos que o menu de um site fica no topo da página ou em sua lateral;

Destas questões, sendo dispostas de forma diferente, obviamente causaria uma confusão ou no mínimo desconforto, influenciado pela quebra do paradigma do modelo mental do usuário.

Dicas de estudo deste assunto aqui, aqui e aqui. ;)

Espero que tenham se interessado mais pelo assunto. Estou estudando e buscando me aprofundar mais nele. Espero trazer este aprofundamento pra vocês qualquer dia!

  • Amanda Brito

    Formada em Design Gráfico pela Universidade Potiguar e pós-graduanda em Marketing Estratégico na UNIRN, quero me especializar em Neuromarketing. Sou gerente de projetos do Choco la Design, sobrevivente da cidade do Natal/RN e atuo tanto como freelancer, quanto contratada. Me encontrem pelo meu portifólio, twitter, e facebook.

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