Olá chocólatras! Mais uma semana terminando, enfim sexta-feira! Hoje o post é uma continuação do último post que apresentei uma rápida história do motion graphics. Prometi que escreveria um pouco sobre motion na televisão e o pioneiro e mais célebre motion designer da área é o americano Harry Marks.
Marks é considerado o “Saul Bass da indústria televisiva”. A definição de “moving logo” (marca em movimento) seria de sua própria autoria que utilizava técnicas analógicas de efeitos especiais para animar marcas, como a rede de TV americana ABC; e mais à frente se tornou adepto dos recursos tecnológicos, os incorporando para o broadcast design moderno.
Quem tiver um tempo e entender um pouquinho de inglês, recomendo assistir o documentário que o site Lynda disponibilizou com entrevistas com Harry Marks.
As produções contemporâneas
A partir dos anos 80, com o cenário completamente tecnológico no lugar da trucagem, o motion graphic se estabelece tal como sua identidade hoje. Dos motion designers contemporâneos, Kyle Cooper é um dos mais atuantes (alguns o reconhecem como o mais talentoso desde Saul Bass), tendo dirigido cerca de mais de 150 títulos fílmicos. Cooper é o fundador de duas importantes empresas de design cinematográficos, a “Imaginary Forces” e a “Prologue Films”, coletivos de designers, artistas e cineastas reunidos para a produção de vinhetas. A sequência para o filme “Se7en” (que eu considero primorosa), do diretor David Fincher foi a grande impulsionadora de seu trabalho.
Outros exemplos mais recentes são as vinhetas de “Homem Aranha 3″ e “Ray”.
Ray: http://www.youtube.com/watch?v=8YAIbnaQ14A (não permitem embed desse vídeo)
Para quem quer pesquisar mais sobre motion graphics e, de novo, manda bem no inglês, vale a pena juntar uma grana e investir no livro de Jon Krasner, “Motion Graphic Design: Applied History and Aesthetics” que o Google Books disponibilizou um preview. E quem quiser “trocar umas figurinhas” sobre o tema, é só entrar em contato! Até a próxima.
E-mail: katia@chocoladesign.com