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    O Poder dos DEO’s: Misturando Design com Negócios

    Em tempos que o InVision está quase lançando um documentário sobre Design, chamado Design Disruptors, “O século 21 viu uma grande mudança no mundo dos […]


    Em tempos que o InVision está quase lançando um documentário sobre Design, chamado Design Disruptors,

    “O século 21 viu uma grande mudança no mundo dos negócios. As indústrias tradicionais foram abaladas em seus fundamentos por startups que parecem surgir do nada. Como eles estão fazendo isso? COM DESIGN. Em Design Disruptors, você vai conhecer os maiores designers de empresas do mundo todo, e descubra como design tornou-se a nova linguagem dos negócios.”

    Essa descrição me lembrou um livro de 2014 que poucos ouviram falar e decidi trazer para todos conhecerem aqui no Choco la.

    Design Disruptors Trailer – A documentary from InVision from InVision on Vimeo.

    Rise of the DEO: Liderança pelo Design

    Maria Giudice, diretora de Design de Produto no Facebook, escreveu em parceria com Christopher Ireland o livro “Rise of the DEO”. Ela diz que, certo dia, um amigo virou para ela e disse: “Sabe o que você é? Você é uma DEO”. A partir desse momento ela decidiu que atingir esse nível profissional seria sua próxima meta, acreditando que isso iria aumentar suas habilidades de liderança e ajudaria a inspirar outras pessoas a seguir o mesmo caminho. Nesse meio tempo, ela fundou a Hot Studio, uma firma especializada em Design de Experiência, escreveu dois livros, até 2013, quando a Hot Studio foi incorporada pelo Facebook.

    Juntas, elas lançaram esse livro, iniciando um movimento para tornar o DEO o novo CEO. É um papel que elas acreditam englobar os líderes com características necessarias para criar uma grande mudança no mundo e construir produtos tecnológicos com foco no lado humano.

    Seu livro identifica e explora as qualidades de uma nova geração de líderes. O livro apresenta graficamente e através dos exemplos, como esses DEO’s gerem suas empresas e porque essa abordagem faz tanto sentido hoje. Também ajuda os leitores a identificar essas habilidades em si mesmos e em seus colegas, guiando eles em como usar essas habilidades para construir, reviver, ou reinventar a próxima geração de grandes empresas e organizações.

    Mas, o que exatamente é o DEO?

    O DEO, ou Design Executive Officer, é um híbrido. Parte executivo de negócios estratégico e parte criativo solucionador de problemas.

    O DEO é um catalisador para a transformação e um agente da mudança cultural empresarial. Com esta perspectiva e essas habilidades, o DEO olha para os problemas de negócios como problemas de design, que podem ser resolvidos através da combinação certa de imaginação e análise de métricas.

    Segundo Richard Grefé, diretor-executivo da AIGA, as empresas e os governos a cada dia descobrem mais sobre o poder de uma mente criativa para efetuar as mudanças necessárias e como elas podem produzir valor. Especialistas tem observado que os CEOs que possuem uma sensibilidade em design — ou de confiar nos outros que a possuem — são os mais adequados para prosperar em um mundo em mudança constante. Para Richard, as autoras Maria Giudice e Christopher Ireland escreveram uma obra incrível que irá transformar o papel do designer e do ritmo da inovação. Este livro é uma obrigação a todos os homens de negócios e designers que se interessam pelo setor de empreendedorismo.

    Mas então, o que diferencia o DEO?

    Para as autoras, um DEO possui pelo menos 6 qualidades, que o levam a ser um líder através do design.

    6 características do DEO

    Imagem retirada do site oficial do livro, Rise of the DEO: Leadership by Design

    A primeira é bastante óbvia ser disruptor, os DEO’s não estão preocupados com a mudança; na verdade, eles abertamente a promovem e incentivam. Eles compreendem abordagens tradicionais, mas não são dominados por elas. Como resultado, eles são confortáveis perturbando o status quo se ele estiver em seu caminho para atingir seu sonho. Eles tentam pensam e agem de forma diferente dos outros. Eles reconhecem essa capacidade como uma vantagem competitiva.

    Porém, apesar do seu desejo de perturbar e assumir riscos, DEO’s são pensadores sistemáticos que entendem a interligação do seu mundo. Eles sabem que cada parte de sua organização se sobrepõe e influencia a outra. Eles enxergam conexões invisíveis circundando o que é visível. Isso ajuda a dar um destino para suas disrupções, em vez de serem caóticas, eles impactam e assumem os riscos de forma mais consciente. Os DEO’s abraçam o risco como uma parte inerente da vida e um ingrediente chave da criatividade. Ao invés de evitar ou mitigá-los, eles procuram maiores facilidades e enxergam isso como uma das alavancas que podem controlar. Afinal, um risco que falha ainda produz aprendizagem.

    Levando em consideração que DEO’s são líderes, eles possuem alta inteligência social. Instintivamente, se conectam com outras pessoas e integram eles em redes bem definidas e muito acessíveis. Eles sentem profunda empatia pelas pessoas, e preferem passar o tempo com os funcionários, clientes e estranhos ao invés de equipamentos, plantas ou planilhas. As “pessoas comuns” são uma fonte de força, renovação e novas idéias.

    Além de líderes, eles são altamente intuitivos, seja por natureza ou por meio da experiência adquirida. Eles têm a capacidade de sentir o que é certo, usando suas habilidades de percepção e observação intensas ou através de profunda expertise. Isso não significa que eles têm um medo de números. Eles sabem que a tomada de decisões de forma intuitiva não impede a análise racional ou lógica.

    Eles consideram cada dado medido válido e poderoso. Por fim, as autoras dizem que a última característica é chamada de GSD: Get Sh*t Done. DEO’s são muito orientados para resultados. Não é apenas sobre ter uma hipótese, fazer uma idéia em uma apresetação de PowerPoint. Ele está estudando, testando e tentando colocar essa hipótese para funcionar e conseguir que algo seja feito de verdade.

    Em tempo, o livro de Giudice, Rise of the DEO: Leadership By Design, em co-autoria com Christopher Ireland, pode ser comprado aqui. Você também pode acompanhar a página do Facebook para atualizações sobre o livro e movimento.

    E aí, você gostou do artigo? Identificou em você algumas das características do DEO? Conte para nós nos comentários!

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    • alsndrte

      Excelente artigo e vai me ajudar muito, sobretudo por conta do livro recomendado, em minha pesquisa para meu artigo de conclusão de meu MBA em gestão de projetos.
      Penso que o olhar sistemico que o designer (ou mesmo outros profissionais que aprenderam a utilizar o design como ferramenta de trabalho e inovação) e outras caracteristicas(empaticos, experimentadores, etc) indicam que esses profissionais possam ser considerados gestores natos, mesmo não tenham sequer cursado uma graduação em áreas da administração.

      • Guilherme

        Cara, recomendo muito então esse livro, além de trazer muitas informações sobre o “DEO” eles trazem uma análise mais sistêmica do próprio conceito do designer.

        Outro livro que também indico é o Organizações Exponenciais, não fala diretamente de Design, mas traz um visão muito mais ampla do que é abrir ou modificar um empresa para o mercado de tecnologia aceleradas.