Continuando a falar sobre o processo criativo na ilustração, vamos falar hoje sobre a segunda parte do processo. O esboço. A verdade é que, a maioria dos profissionais, depois de receber o briefing partem direto para essa etapa. E isso, quase sempre, é um tiro no pé.
Com a evolução da tecnologia, os mega-computadores, gadgets e etc, o lápis e o papel foram perdendo espaço no desenvolvimento de trabalhos. Era comum encontrarmos ilustrações com os mesmos filtros, vetores e brushes encontrados em sites da web que disponibilizam esse tipo de material. A consequência? Milhares de trabalhos iguais, sem expressão, individualidade ou estilo. Eram simples reproduções, re-arranjos de elementos em comum.
Um esboço feito à moda antiga, ao lápis e papel, ajuda a enxergarmos o espaço útil, as verdadeiras dimensões, a quantidade de detalhes que podemos disponibilizar e até ajuda a definir estilos de acabamento.
Rabiscar várias vezes, várias folhas é o melhor exercício criativo que um ilustrador pode ter. Um sketchbook à tira colo, algumas canetas, aquarelas e mão na massa. Rabiscar, rabiscar, rabiscar, rabiscar. Vale a pena perder uma manhã só esboçando, desenvolvendo caminhos antes de passar para a 3ª etapa do processo e não. Não é agora que vamos para o computador.
Leia “O Processo criativo da ilustração – Parte 01″.