Queridos fãs do doce de cacau, no texto de hoje trago para vocês alguns questionamentos que sempre me fiz quando vejo alguma empresa (órgão público ou etc.) divulgando um concurso de logotipo (ou qualquer outra coisa relacionada). Mas, antes de mais nada, gostaria de deixar claro que essa é a minha opinião.
A principal teoria é a de que a pessoa responsável pela comunicação desse determinado lugar pensa e conclui: “Como podemos desenvolver um logotipo que seja satisfatório e relativamente barato? Opa! Faremos um concurso!” É óbvio, essa é a maneira mais fácil de ter uma penca de opções a troco de, na maioria das vezes, premiações irrisórias.
Existe um ditado que diz: “Se conselho fosse bom, não se dava, vendia.” Mas, mesmo assim, esboçarei um em forma de opinião. Design não é um esporte e, portanto, não pode ser uma forma de competição. A construção de um logotipo ideal requer uma dedicação minuciosa para que o resultado não seja um grande fiasco. Muitas vezes o responsável pelo concurso não dispõe nem de um breve histórico da organização para o embasamento da criação.
Certa vez tive acesso a algumas peças inscritas em um determinado evento desses e, logo de cara, percebi que a criação vencedora não era, nem de longe, a melhor opção para aquela determinada organização. Acho que isso pode ajudar a entender o porque desses concursos ainda acontecerem. Explico: se mesmo com opções melhores e mais condizentes com a proposta da empresa, o responsável escolheu uma outra, conclui-se (pelo menos para mim) que ele não entende da importância de um bom logotipo e das consequências que uma escolha errada pode sair muito caro.
Por outro lado, muitos dos criativos pensam de uma forma natural, mas (para mim) péssima, “Ah, vou participar, não tenho nada a perder mesmo”. Mas, não! Além de tempo, você pode não perder muita coisa tangível, mas indiretamente estará assinando um atestado de trabalhador de ocasião (conceitos by Leonardo Laruccia, hahaha), ou seja, aquele que trabalha a princípio de graça, mas se der certo (0,01% dos casos), você pode ser contemplado por um prêmio mais ou menos.
Por fim irei contar um caso engraçado. Há alguns anos, trabalhei em uma empresa de design e essa abrigava um leque de profissionais bastante competentes. Certo dia, um dos funcionários virou para o outro e diz: “Você viu o tal concurso da tal empresa? Nossa, o vencedor foi um plágio e, ainda por cima, de muito mal gosto!” Mas, aí que vem o baque: esse outro vira para o primeiro e responde: “Vi sim. Eu fui o vencedor.” Nesse dia me lembro de ter escutado o canto dos grilos por, pelo menos, umas 5 horas seguidas. Portanto, lembre-se, por mais que você pense que isso nunca acontecerá com você, sempre considere a hipótese de que as paredes tem ouvidos ou, até mesmo, que o colega ao lado possa ser um concurseiro, rs.
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