Que o processo criativo é extenso nós sabemos.
Toda a geração de idéias faz parte de um grance ciclo de percepções e insights que temos toda hora. O que faz uma idéia ser genial é a sua natureza; o quão diferente e inovadora possa ser aliado ao impacto que irá causar ao consumidor e consequentemente, ao nosso cliente direto.
Na direção de arte em propaganda, nós buscamos a melhor solução visual, procurando explorar o máximo que podemos oferecer. Entretanto, quando podemos saber onde e quando o tradicional cai bem? Conseguimos enxergar claramente quando uma idéia é mal aproveitada e aplicada a um conceito inapropriado, mas nós somos capazes de enxergar soluções e conceitos que sejam aplicáveis sem ocorrer no erro? Frequentemente, encontramos peças esteticamente bonitas, mas sem um pingo de sincronia com o estilo do cliente.
A Fischer&Friends lançou, em 2008, para a Revista Placar, uma edição congelada da revista. O editorial veio dentro de um isopor e era trazida por veículos frigoríficos. Pra garantir que permanecesse seca, a revista foi envolvida por três invólucros transparentes.
Este é um exemplo simples de uma idéia complexa que nunca havia sido pensada anteriormente. A ação garantiu no mínimo o interesse de permanecer a assinatura da revista, pela irreverência; além de ter cumprido o papel de promover a marca da nova cerveja, a qual foi o objetivo e alcançado com louvor.
A abstração e o exercício mental permite que sejamos mais exploradores na busca da significação que nossos clientes precisam.
Às vezes o que podemos fazer de melhor é aquele tradicional que temos certeza que vai atender às expectativas e cumprir o papel, mas uma invasão nessa zona de conforto pode ser tudo o que você precisava pra ser “O” e não “um”.
