Pode ser Kindle, iPad, Xoom, Samsung Tab ou outro, não interessa o tablet, os ebook’s estão junto com eles. E, se o sucesso dos tablets é alto, por enquanto, no Brasil, não se pode dizer o mesmo dos ebook’s, pois o brasileiro não foi criado com o hábito da leitura. Pode ser que essa realidade esteja mudando e que nossos filhos já estejam desenvolvendo o interesse pela apreciação dos livros. Mas, então, e os ebook’s? Vieram pra ficar ou não?
Sim, vieram pra ficar e com força. Quer uma prova? Veja o sucesso da Amanda Hocking’s. Pra quem não conhece, ela vendeu 1 MILHÃO de ebook’s a 99 centavos de dólar cada. Casos como esse mostram uma nova realidade vindo por aí, o crescimento massivo de autores independentes e que vendem livros a menos de 5 dólares. Desses autores, a grande maioria não dará certo e acabará morrendo ali dentro do próprio mundo dos ebook’s. A vantagem dos livros digitais, antes de mais nada, é o preço, pois não necessita de impressão. Mas, por outro lado, só quem entende a dificuldade de ler um ebook é o dono do tablet. É, praticamente, impossível ler 50 páginas seguidas, pois o excesso de brilho da tela atrapalha bastante (mesmo sendo possível diminuir esse incomodo pelas configurações do aparelho).
As editoras brasileiras ainda devem sofrer muito com esse tipo de publicação, pois seu principal medo é a pirataria. O fato do livro estar à venda na internet e ser um arquivo, facilita o seu compartilhamento, trazendo prejuízo. Em compensação, vemos a falta de interesse de muitas dessas editoras em fazer algo diferente para o leitor, como formatos diferentes, textos diferentes e até ações promocionais diferentes. Na Europa é comum fazer trailer de livro, da mesma forma como ocorre com filmes, abaixo um exemplo:
Falta investimento a nível nacional. Paulo Coelho foi um exemplo de autor que vendeu milhões de livros, tanto impressos quanto digitais, principalmente no exterior. Amanda Hocking’s explorou um mercado extremamente defasado, a literatura infanto-juvenil, pois esse público sempre foi tratado de forma diferente, com títulos bastante infantis como o “cachorrinho falante”, o “monstrinho amigo”. O que muitos editores não enxergaram é o fato de que as crianças de hoje, de 5 anos ou mais, já entram na Internet e buscam informação. A criança não quer mais ser tratada da forma tradicional de anos atrás e sim a criança 2.0, tendo em vista que Hocking’s escreveu de igual pra igual e se diferenciou, virando um fenômeno dos ebook’s.
Mas, o que isso tem haver com design?
Tudo, virá uma grande onda de editoras e, no mínimo, durante os próximos 10 anos, a rota mais fácil e mais barata para elas será terceirizar esse serviço, pois ainda poderá ser um mercado novo aqui no Brasil.
Portanto, programadores, designers multimídia, ilustradores (pincipalmente vetoriais), tem muito trabalho vindo por aí, é a hora de buscar aprender sobre ebook’s e publicações para tablets.
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