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    Qual é seu limite?

    Você acredita que sua profissão tem limite ou você põe limites nela? O que você faz? É Designer gráfico, web, ilustrador, fotógrafo? Há quanto […]


    Você acredita que sua profissão tem limite ou você põe limites nela?

    O que você faz? É Designer gráfico, web, ilustrador, fotógrafo? Há quanto tempo está na área? E porquê? Está valendo a pena ou tornou-se uma questão de escape/sobrevivência?
    Normalmente, essas e demais perguntas do tipo afloram na mente em momentos complicados. Quando comecei a escrever este post, tinha acabado de resolver uma discussão complicada com meu superior, sobre questões peculiares que me fizeram pensar: Até onde é o limite para sua profissão e a paixão por ela?

    Impondo limites

    “Sou web designer. Faço no máximo, um front. Essa query aí eu não posso mexer, isso é com o pessoal do backend.” Um exemplo comum de imposição de limites, natural de cada profissão e o tipo de limite que vocês devem ter imaginado quando comecei a falar disso logo no começo. Entretanto, a minha preocupação com limites é outra: Já parou pra pensar quantas barreiras criamos dentro daquilo que faz parte da nossa função? Quantas vezes deixamos de produzir uma foto-montagem bacana porque não temos tempo, ou porque existe algo pronto na internet ou por que um mockup dá conta do recado. Limites sendo usados como desculpas para outros limites que na realidade não existem.

    Porque nos limitamos?

    Alguns dias atrás assisti um conferência TED de Simon Sinek, chamado “How great leaders inspire action” (Como grandes líderes inspiram resultados) onde ele diz mais de uma vez: “As pessoas não compram produtos/serviços que você faz, elas compram o porque você faz”. A princípio, eu tinha interpretado de uma maneira diferente da qual interpreto agora: as pessoas, no geral, são induzidas por neuromarketing e por isso elas precisam de um “que” e não de um “porque”. Só que na realidade é o inverso, nós compramos “por ques, razões” e não coisas, pois coisas são resultados do que compramos. Se você compra um serviço de web design é porque você necessita de uma solução para determinado tipo de coisa, ou seja, mentes brilhantes não vendem serviços, vendem motivos, motivos estes para consumidores e clientes que necessitam comprar respostas para perguntas que nem eles sabem direto. E então nos limitamos, barramos recursos para evitar dores de cabeça ou para entregar um projeto rapidamente e o cliente se limita para encurtar prazos ou é induzido por uma ideia de que tal coisa é bobagem.

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    Campanha sensacional da Mini Cooper: A questão nem é tanto o poder da criatividade ou o quão diferente é. É questão de não impor limites. imagem: sub5zero.com

    A pergunta que não cala: Até onde vale a pena?

    Sempre valerá, partindo de que você está trabalhando com algo que você gosta. Mesmo assim, limitações acontecem, por desculpas de tempo ou por qualquer outra que o profissional possa inventar. A questão não é limitar-se diante de recursos ou deixar de criar algo melhor porque o orçamento é curto. É não limitar-se nas barreiras que a profissão implica, como ter medo de criar uma linha, um conceito. Deixar de divulgar um protótipo de uma ideia por receio de que receberá uma tonelada de feedbacks negativos ou não dar um passo além por receio de perder a estabilidade de algum fluxo, seja de rotina ou metodologia de trabalho.

    Limite de ideias

    Eu acredito que se pensarmos um pouco sobre até onde conseguimos chegar, talvez movêssemos engrenagens mais fortes. A limitação começa no desperdício de ideias. Tenho vários amigos que dizem “eu tenho muita ideia que não dou conta, é ideia entrando e saindo sem parar”. E de fato são, acredito neles, mas é errado desperdiçar isso. Uma vez que você anota suas ideias, guarda elas em algum lugar, você esta tirando isso de sua mente e dando espaço para ideias melhores e mais brilhantes. A mente humana é uma caixa cujo espaço é limitado e a movimentação é frenética. E pode apostar: as melhores ideias são aquelas perto do sono, em que você insiste dizer “amanhã eu penso nisso” – não se limite.

    Vivemos em uma época cuja evolução e desenvolvimento de conceitos é infinitamente mais rápida que cinquenta anos atrás e provavelmente aquele domínio legal que você acabou de pensar em registrar já existe. Por isso reforço a leitura: anote todas suas ideias sem dar limite à elas.

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    • JmJess

      Uma vez um amigo me disse “Permita-se mais!”. É bem isso mesmo.
      Ótima postagem!

      • Lucas Haas (Jericho)

        Faz jus ao sentido. “Permitir-se”. Obrigado demais! o/

    • Douglas Barros

      Estou me perguntando todos os dias, e a resposta parece ficar cada vez mais complexa. Grato pelo post 🙂

      • Lucas Haas (Jericho)

        Eu que agradeço, Douglas!

    • Sidney Gonçalves

      Fenomenal esse post! Dá vontade de debater sobre cada parágrafo que você escreveu, Lucas.

      • Lucas Haas (Jericho)

        Obrigado Sidney! um debate sobre isso seria bem interessante.. 🙂

    • Juan Navas

      Parabéns pela postagem! Ajuda bastante na hora de trabalhar… Pois sabemos que muitas vezes o auto bloqueio é incosciente! E ler esse post ajudou a se auto analisar e trabalhar essa questão…

      • Lucas Haas (Jericho)

        De fato, Juan, boa parte do bloqueio é inconsciente, ótima observação!

    • Giiii

      aaaaahh mto bom!! Amo vcs!!! :DDD

    • Leo Ferreira

      Parabéns pelo post. Quero destacar essa frase “A mente humana é uma caixa cujo espaço é limitado e a movimentação é frenética”.

      Muito bom!

    • Guest

      Fantástico.

    • AndersoonMenezes

      Fantástico, parabéns pelo post.