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    Quando a inovação vira indústria

    Será que chegou o momento em que devemos repensar sobre inovação?


    A palavra “inovação” tem sido muito comum nos dias de hoje. Com tantas empresas, estúdios e startups borbulhando por aí, parece tão simples criar um produto, um aplicativo ou uma rede social que seja, e tornar isso inovador. Mas afinal: Tudo isso é realmente inovador?

    Sinceramente, eu acredito que não. Estamos industrializando o mercado de inovação, fazendo com que qualquer detalhe diferente ou melhorado, receba o carimbo de “inovador”. E bem, inovação, no real sentido da palavra, está longe do que se anda criando por aí.

    Inovação tem uma certa relação com Indústria. Pois Inovar depende de criar, mesmo que fora de sua forma original; mas sofre a plena necessidade de ser criado. E se “criar”; é sinônimo de fazer algo, também é levemente sinônimo de “Industrializar” – perante o pleno interesse capitalista de tornar a criação uma obra produzida em linha, quando se trata de inovação de produto.

    E quando a inovação deixou de ser novidade para virar Indústria?

    A indústria um dia foi inovação, pois reformulou a forma de se produzir riquezas. Entretanto, o processo de industrialização não se mantém inovador, pois se tornou uma atividade robótica. Talvez isso seja uma questão de pensarmos no fator limitador que a inovação prevê. De um certo modo, a inovação possui um tempo limitado, para dar espaço a uma produção robótica a fim de gerar lucro.

    Este mesmo loop que ocorre quando uma ideia é inovadora e passa a ser comum, funciona exatamente na maneira como muitas pessoas tendem a querer inovar, utilizando o mesmo mecanismo robotizado de uma indústria para produzir uma ideia, seguindo uma receita ou sendo altamente influenciado.

    Se você segue uma receita pronta para inovar, não está inovando. Está modificando, condicionando ou criando caminhos que melhorem algo. O que não deixa de ser algo extremamente interessante, mas teoricamente, deixa de ser inovador.

    Nos últimos anos, com tanta “inovação” na mira da mídia, a cobiçada palavra passou a perder o sentido lógico de sua essência original. Entrou numa fôrma onde o objetivo de inovar deixou de ser algo novo para ser um objetivo enriquecedor ou modelador do que já é existente. Recriar ou tornar algo melhor, não é necessariamente inovar, porém não quer dizer que não seja promissor.

    Inovar não está sendo inovador. De uns anos para cá, com a tecnologia, internet e desenvolvimento no mercado digital, surgiram empresas, oportunidades e modelos de negócio em um número exorbitante, fazendo com que os planos de negócio e métodos econômicos fossem alterados, revolucionados e, pasmem: inovados.

    As empresas estão realmente focadas em criar algo completamente novo?

    Se inovar é criar algo novo, tornar algo existente melhor não poderia ser definido como inovador – uma vez que a raíz já existe. Um novo modelo de negócio, que reinventa a economia e muda a forma de lidarmos com profissões e métodos de trabalho é inovador, entretanto, a inovação não se mantém estática ou contínua quando todo mundo faz o que ninguém sabia fazer.

    A inovação (de produto) está virando indústria por que entrou em um modelo e parece existir uma receita para isso, o que faz com que ideias e produtos se tornem obsoletos muito rapidamente. Entretanto, a inovação em sua sólida essência ainda existe; mas parece ser mais simples seguir um modelo pronto ao invés de traçar um caminho novo – porque esta é a verdadeira receita de inovar: Partir de um princípio ainda inexistente ou pseudo-inédito na realidade.

    Alguns exemplos de produtos que já foram inovadores

    infographic

    Inovação não é sinônimo de pioneirismo

    Os produtos acima possuem algo em comum: Eles foram criações em um ambiente inédito. Isso pode soar como pioneirismo, mas não é. Um bom exemplo disso, é a câmera digital que foi lançada em 1975, mas não foi promissora. Não tinha mercado, pois não era interessante para as pessoas algo digital num modelo diferente. A vinda dos televisores com conexões de áudio e vídeo, e o computador possibilitam facilitar a vida das pessoas com uma câmera digital.

    Assim como o Newton MessagePad – lançado em 1993. Newton foi uma espécie de tablet lançado na época em que a computação gráfica engatinhava. Não ia dar certo. Entretanto, em 2007, com a tecnologia bem mais avançada, a vinda do iPhone como um dispositivo com touch screen com várias funcionalidades, pode ter sua vez e se tornar inovador.

    A inovação na época errada é uma ideia arquivada na gaveta. É um vinho recém produzido, esperando o tempo certo para ser degustado.

    E você? O que espera do mundo da inovação? Qual o rumo previsto segundo suas expectativas ou experiência? Compartilhe conosco!

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