Entre os dias 16 e 18 de março ocorreu um evento no Rio de Janeiro, o Rio Content Market. Já sabia que o digital signage não estaria presente, porém fui mesmo assim por causa de um assunto comum à minha área: conteúdo.
Diferentes suportes foram apresentados durante o evento: TV, cinema, tablet, celular, web, etc., o que me fez pensar mais ainda sobre o por quê do digital signage não estar presente, afinal, seu foco não é tão distante dos demais: geração de conteúdo [digital] para uma determinada audiência. Simples assim.
Talvez o problema seja o fato de que muitos ainda pensem no digital signage como mais uma forma de propaganda, mas essa é apenas meia verdade: podemos sim usá-lo como um meio para as empresas divulgarem seus produtos e serviços, mas também podemos usá-lo para transmitir informações de utilidade pública, notícias, dicas, curiosidades, guias, etc. e isso apenas em telas comuns! Se adicionarmos a tecnologia touchscreen, outra forte aliada, podemos criar um mundo à parte com o usuário. Então será que foi justa a exclusão do digital signage nesse evento?
Pelo tema em si, certamente que a exclusão não foi justa. Porém, vale lembrar que as empresas por aqui, especialmente por se tratar de uma “novidade”, continuam apresentando trabalhos pouco exploratórios, dando passos muito tímidos, diferente do que já acontece nos EUA, por exemplo. Será que na Times Square existe espaço para um conteúdo tímido?!
Uma coisa que foi dita várias vezes durante o evento foi que a indústria de conteúdo, independentemente do suporte, estava enfrentando uma quebra dos paradigmas, que o que se conhecia do mercado antes não é necessariamente aplicável hoje. Oras, sendo assim, então está na hora das empresas de digital signage realmente saírem do casulo pois não existe a “receita do sucesso”.
É preciso não ter medo de dar passos maiores e explorar com todas as forças um mercado que mal foi tocado ainda, especialmente por parte dos designers, afinal, somos os vetores da mudança