Seja Freela #5: Tempo NÃO é dinheiro
Mesmo eu já tendo em mente esse post, desde o Seja Freela #3, tem uma galera pedindo pra eu falar sobre como e quanto cobrar em cada projeto.
A arte de definir preços
Bom, antes de começarmos oficialmente, eu estava lendo agora a pouco uma matéria que o Mark Boulton escreveu para a RevistaW há uns três meses atrás mais ou menos, e nela ele conta uma pequena história que ele sempre pensa nela quando vai oferecer um projeto ou entrar em negociação com clientes, vou contar para vocês rapidamente:
Diz a lenda que Pablo Picasso estava rascunhando em um parque quando uma mulher se aproximou e pediu que fizesse seu retrato. Ela deixou claro que pagaria pelo trabalho. Picasso concordou e, depois de poucos momentos de estudo, usou apenas um traços para capturar a imagem da mulher.
– Está perfeito – maravilhou-se a mulher. – Em pouquíssimo tempo, você conseguiu capturar toda minha essência com apenas um traço. Muito obrigada. Quanto lhe devo?
– Cinco mil dólares – respondeu o artista.
– O quê? Mas isso só lhe tomou cinco minutos!
– Madame, isso levou minha vida inteira.
Um dos maiores problemas de se trabalhar pro projeto é que você é pago pelo seu tempo. A experiência dita o preço da hora, mas não considera a velocidade da tarefa. Então é bom que você tenha em mente que não se deve cobrar pelo tempo que dmora para desenvolver o projeto, mas sim pela bagagem de conhecimento que você tem para realizar tal projeto em tão pouco tempo.
Fatores importantes
Determinar quanto cobrar de seus clientes não é tarefa fácil, e para isso você precisa colocar na balanças seus custos entre outros fatores para chegar num valor justo do seu trabalho. Vamos ver a seguir quais são esses fatores.
- Seus custos: Você precisa considerar quanto gasta para manter seu negócio. Isso inclui a conta da ADSL, conta telefônica, celular, aluguel do escritório, seguro, etc. É essencial que você tenha tudo isso na ponta do lápis na hora de estabelecer seus preços e passar o orçamento para seu cliente.
- Horas trabalháveis: Clientes geralmente pedem um relatório detalhado, às vezes com especificação das horas de trabalho do projeto. É importante estabelecer quantas horas ao dia você trabalhará nele. Se o seu dia de trabalho é de 8h, não seja inocente de contabilizá-lo no projeto. Mesmo que você não atenda o telefone, não tenha reuniões nem vá ao banco, dificilmente conseguirá 6h dedicadas ao projeto.
- Lucro: Seu lucro é o que você ganha do cliente menos seus custos e impostos. Claro que o lucro é importante, mas ainda mais é saber o seu ponto de equilíbrio. Esse é o ponto do seu fluxo de caixa em que você deixa de perder e passa a ganhar dinheiro. Você deve estar sempre acima desse ponto.
- Mercado: Nesse ponto é mais complicado. Você pode apostar que seus competidores não dirão quanto cobram, mas você pode perguntar. Quanto mais pesquisa você fizer, mais bem posicionado em relação aos preços você fica e saberá com mais precisão o quanto deve, ou não, cobrar.
- Demanda: Seus serviços são muito procurados? Você está sempre ocupado? Os clientes nunca questionam seus preços? Se você respondeu sim para todas as perguntas, há chances de que você esteja cobrando pouco pelos seus serviços. Se a demanda é alta, em mercados saudáveis todo economista lhe dirá que seu preço está baixo. Aumenteo-os.
- Quem é o cliente? Esta é uma pergunta importante. Você pode não querer cobrar o mesmo de todos. Por exemplo, se você possui um cliente que é uma empresa internacional do ramo de energético e outro que é uma pequena instituição de caridade, é perfeitamente razoável que os preços sejam distintos.
- Prazo: É pra ontem? Sim? Então o cliente deseja pagar um adicional de emergência? Já fiz isso várias vezes. Se o cliente deseja pular para o primeiro da fila, então há um valor a cobrar por isso.
- Onde está o cliente? Se você atende ou pretende atender clientes do exterior, então você precisa considerar as condições do mercado nesses países. Por exemplo, embora a economia americana tenha passado por dificuldades, os preços praticados no mercado americano estão acima dos preços do nosso mercado, então valorize-se!
E a mágica acontece
Agora que já vimos os fatores que devem se vistos antes de qualquer estimativa de preço para seus projetos, o próximo passo é estabelecer um valor diário por hora ou por projeto, é, infelizmete a matemática será necessária, afinal, nem tudo é chocolate na nossa vida né!?
- Estabeleça suas horas disponíveis ao dia, estimando quantas horas ao dia você estará efetivamente disponível para o projeto. Por exemplo: seis horas ao dia. Há 252 dias úteis no ano.
- Calcule o quanto você deseja ganhar por ano. Por exemplo: R$ 30.000,00. Imagine que seus custos (por ano) sejam de R$ 5.000,00.
- Você precisa calcular uma margem de lucro. Um valor razoável e relativamente universal é de 20%.
- Some o lucro total líquido ao ano para obter o ganho pretendido e divida o resultado por 1.512 (horas úteis no ano).
Quando comecei a trabalhar como freelancer, o promeiro passo foi relacionar minhas tarefas. Cada tarefa tinha um custo associado. Alguns exeplos:
- Gerenciamento de projetos;
- Wireframes/arquitetura de informação;
- Criação visual;
- xHTML/CSS/JavaScript;
- integração com sistema CMS
No começo de cada reunião, eu tentava quebrar o projeto em suas várias tarefas e estimava o valor das horas para cada uma delas. Isso me traria o total. Fiz isso por 6 meses.
Agora, o legal dessa abordagem é que é boa para grandes projetos – na verdade, a maioria dos grandes projetos exige esse modelo. Entretanto, para pequenos projetos, principalmente se você é a única pessoa trabalhando como freelancer, vi que isso acaba criando mais problemas.
Se, em uma semana atribulada, você recebe meia dúzia de pedidos de orçamento, você literalmente gastará sua maior parte do tempo elaborando-os e cuidando dos detalhes. Me vi nessa situação e decidi que era melhor cobrar por dia de trabalho. Com o passar do tempo, percebi que esse formato era melhor para mim e para meus clientes.
Aprenda com seus erros
Em algum momento da sua carreira, seja como freelancer ou como dono do seu escritório, você irá estabelecer um preço errado para um projeto. Já fiz isso mais de uma vez, e você aprenderá com seus erros. Entretanto, existem alguns pontos que ajudam a diminuir esses casos.
Antes de mais nada, assegure-se de que compreendeu o projeto. Se você não conhece os requerimentos, então não está na melhor posição para estimar o que será necessário para que ele se realizem. Faça todas as peguntas que achar necessário e tente se inteirar ao máximo com o projeto.
A coisa mais importante para acabar com novos prejuízos em projetos é conseguir identificar o que causou a primeira perda.
Seja competitivo
Se você está oferecendo um orçamento, há boas chances de você não ser o único a ser considerado – podem estar na mesa do cliente o orçamento de um estúdio ou mesmo de outro freelancer. Clientes costumam procurar a melhor oferta. Assim como você faz no shopping, eles gostam de pesquisar. Então como saber se você é competitivo?
Lembre-se, se você recebeu a solicitação de uma proposta, isso quer dizer que você já passou por algumas etapas na tomada de decisão do cliente. Talvez você tenha bons trabalhos e sua fama o precedeu. Você pode ter sido recomendado por outro cliente ou até mesmo por outro profissional que já conhece seu trabalho. Bom, é hora de capitalizar.
Não vá às cegas. Faça sua licão de casa e pesquise, mesmo que isso signique apenas olhar o site do possível cliente. Geralmente, ao solicitar um orçamento você já fica sabendo um pouco mais sobre o projeto. Entretanto, é aconselhável que você mantenha um contato mais próximo com o cliente, seja enviando um email ou fazendo uma ligacão apra saber mais do projeto, mostre interesse. A abordagem e o relacionamento interpessoal podem contar pontos em seu favor.
Veja todos os requerimentos. Muitos clientes podem nem saber as perguntas a fazer ou o nível dos detalhes. É seu trabalho nesta etapa assegurar que os requerimentos para o projeto fiquem claros.
Precisa de ajuda? Uma das piores coisa a fazer para um freelancer é aceitar um trabalho que você não pode fazer. Se você não possui os conhecimentos necessários para realizar o projeto, pergunte-se se realmente vale a pena ir em frente ou se você deve pedir ajuda a outros freelancers
Voltando à primeira seção do post, assegure-se de incluir no orçamento o que você trará ao projeto com seu conhecimento e experiência. Essas informações podem ser o diferencial na tomada de decisão do cliente.
Não trabalhe de graça
Dei uma lida em uma matéria que Mark Boulton escreveu para a Revista W meses atrás e nessa matéria ele coloca seu ponto de vista em relação a se trabalhr de graça. Mark afima quem há uma praga no mercado de criação , que é o trabalho especulativo – aquele que é feito de graça para assegurar a conquista de um cliente ou projeto. Segundo ele, trata-se de uma doença, felizmente restrita ao mercado publicitário. Ele continua e cita que a a AIGA (associação norte-ameriaca dos profissionais de design) define o trabalho especulativo como “trabalho feito sem compensação, para esculação do cliente”. Em seguiga ele mostra as consequências desse tipo de prática:
- Trabalho de baixo padrão;
- Desvalorização do design;
- Mercado prejudicado;
- Exploração.
A prática da especulação prejudica os negócios. Ela pode ser ruim tanto para os profissionais quanto para os clientes. Os negócios diminuem, e consumidores recebem trabalhos mediocres. Não trabalhe de graça!
Por fim, Mark Boulton deixa sua mensagem:
“Se há algo que eu gostaria que você absorvesse neste artigo, seria a história do Picasso e da mulher no parque. Saiba identificar seu valor e reconhecer a experiência que você pode levar para seus projetos. Você não é apenas um ‘recurso’. Você é um indivíduo com um conjunto único de habilidades. Você não é apenas um par de mãos. Entendeu? Agora vá conquistar novos projetos!”
Se você tiver algum tema que ainda não foi abordado nessa série mas gostaria que fosse, deixe um comentário sugerindo-o, o blog agradece.
Espero que tenham gostado do post e até a próxima!
Posts anteriores:
- Seja Freela #1: Caindo no mundo
- Seja Freela #2: Na rede
- Seja Freela #3: Social Design
- Seja Freela #4: Se Organizando


















32 comentários
incrivel o post, muito bom msm, parabéns e obrigado né!
Simplismente foda!!!
Adorei as dicas, esse post sem dúvida é um dos melhores da série, mandou muito bem brother!
caraca Felipe, oooooootima matéria, ajudou muito muito, principalmente a parte do calculo.
olha essa semana eu perdi 2 orçamentos pelo simples fato do cara me falar q achou um designer q fazia mais barato, fui tentar explicar pra ele e tal… ai ele me falou ‘o cara fez um cursinho tecnico, ele tem o mesmo conhecimento q vc, e cobra mais barato, vo ficar com ele’
tipo, oq o Mark Boulton diz é a mais pura e singela verdade na parte das consequencias, eu fui atras do tal designer ver os trabalhos dele, é bem tipo micreio, mas vou fazer o que né, o cliente fez a escolha dele, mas me deu uma bela de uma vontade de fazer o projeto e mandar pra ele avaliar a diferença, entre uma pessoa que vai estudar o projeto, ver oq ele precisa e desenvolver, nao um guri q faz uma coisa igual pra todo mundo, sem saber do q o cliente precisa, o que ele pretende atingir… etc ou seja, esse pessoal faz uma coisa com um valor abaixo do mercado, faz uma coisa mau feita, e ai o cliente vai falar mal de tdo e todos pq ele acha q todos tem o mesmo conhecimento e são iguais, esse é o ponto q eles NUNCA entendem.
isso foi apenas um desabafo AHUOAHuoHAuoaAUhaOU mas tenho ctz q isso nao acontece só comigo.
parabens denovo… ótima materia, vou até salvar aqui no pc, pra sempre reler, ou até mostrar pra um cliente qdo ele começar a bater o pé dos pqs AHoAHUAHuh.
abraços!
Ótimo post! O melhor da série e talvez um dos melhores do site!
É Drica, essa situação que você mencionou ai é o que mais acontece. Infelizmente. E o pior é que acontece exatamente o que o Mark Boulton disse em relação a trabalhar de graça, nosso trabalho fica desvalorizado, porque em qualquer esquina tem um “designer” que cobra mais barato que você, e obviamente, não tem a mesma qualidade. Em outras palavras, rola uma prostituição da nossa profissão.
Outro ponto que eu achei muito importante é a questão que seu trabalho vale de acordo com a sua bagagem de conhecimento, e não o tempo que você leva pra realizar tal tarefa. Já pensou, se fosse assim, a galera inexperiente que ficaria com toda a grana dos projetos, afinal iriam demorar mais tempo pra desenvolver. hahaha!
Eu ia falar mais alguma coisa, mas empaquei e não lembro de jeito nenhum. então quando eu lembrar eu post aqui! ahahahahha!!!
Valeu pelos comments galera!
E continuem comentando ai!
Abs.
Show! Posts sobre freela e como e quanto cobrar são sempre úteis!! E é como eu prof já disse uma vez, parecida com a história do Picasso: uma grande máquina de uma indústria pára, um profissional vai lá, analisa, aperta um parafuso e resolve o problema. A conta: 1,000 reais. Apertar um parafuso: 1 real, saber qual parafuso apertar 999 reais
Parabens pelo artigo ;}
Esse era o post que eu tava precisando ler! ahaha
Muito bem elaborado o artigo! Parabéns!
Muito bom mesm este post… ainda nao faço freelas… atualmente estou fazendo um trabalho pra um primo meu q eh produtor musical. Nao vou cobrar, mas calma q tenho um bom motivo. Este primo investiu em mim e me presenteou com um Macbook. Pow agora finalmente posso devolver o favor a ele…
Atualmente o estágio consome todo meu tempo e acabo ficando sem tempo pra produzir o q gosto, quem dira fazer freelas… mas com o tempo penso em ganhar uma graninha extra e usar mais meu estilo em trabalhos assim, com certeza cometerei menos erros graças a este post…
Parabéns
Quando trabalhava com web design, deixei de fazer muita coisa também por causa da inexeperiência do cliente, que também não sabia como pagar, queria dar esmola em troco de um serviço que ele achava simples!
Agora trabalhando com design gráfico, sei que a coisa vai ser um pouco mais complicada, e vou adaptar esse calculo a minha realidade e começar a dar uma de picasso
–
E só pra reafirmar o que o Filipe falou… Nunca trabalhe de graça.
Muita gente faz trabalhos sem cobrar só para ter o que por no portfolio, e acaba pegando jobs onde ele vai ser usado, e futuramente abusado pelo mesmo cliente quando tentar cobrar. Para quem está iniciando, aconselho a criar projetos experimentais, que além de ser mais prazeroso, ajuda a desenvolver suas habilidades
Post massa filipe!
Opa, Filipe! Vou estreiar meus comentários aqui pelo Chocola, com a sua lincensa, certo?
Parabéns! Não apenas por esse Post, mas pela sequência “Seja Freela” e pelo Chocola em si.
Eu sou adimirador de quem procura compartilhar suas experiências (mesmo quando ainda não tem a msma experiência que você, mesmo jovem, já tem).
O que mais me agradou no “Seja Freela 5″, é que você procurou abordar muito mais que o valor (receita) do trabalho em si, mas o valor agregado (conhecimento + experiência + compromisso etc) que um proissional bem sucedido deve oferecer e, consequentemente, cobrar por isso.
Esse post não vale só para Freelas, mesmo porque muitos dos freelas de hoje estarão em agências (ou tornar-se-ão empreendedores); Ele agrega muito para quem está em agência também. Vou argumentar.
Todos percebemos, com uma frequencia cada vez maior, muitos profissionais de web em geral (em agências, na sua maioria) reclamando algo do tipo “o mercado web está meio prostituido”. Alguém discorda? Quantos especialistas em Redes Sociais surgiram na web da noite pro dia? Quanta gente apareceu se dizendo preparado para criar um Blog Corporativo e planejar a estratégia de relacionamento “com a cara” da empresa que fará o blog explodir de acessos?
Isso bagunça um pouco, as vezes; mas tenho uma grande ressalva: o BOM PROFISSIONAL sempre terá espaço! É impossível um Freela fazer um bom trabalho sozinho (sem querer abarcar o mundo com as pernas!) ou quase sozinho? NÃO!
O que um Freela jamais pode esquecer, é que uma agência está mais propensa a ter “segundas chances”; em outras palavras: a falha do Freela costuma ser agravada. E a solução? Especializar-se eem determinados serviços e garantir que você terá capacidade e vontade de estar sempre prestando um trabalho de verdadeira qualidade. E o caminho? Estudo, muito estudo, um pouco mais de estudo e experiência. Relendo o tópico “Seja Competitivo”, vocêe Filipe, nos dá mais iéias.
E porque que eu acho que esse post também é relevante para quem está em agências? Pense antes de responder para você mesmo a pergunta: Qual pode ser a grande vantagem de estar numa agência? Certamente os leitores do Chocola podem ter várias respostas diferentes, mas estou certo de que muitas delas cairão no que gosto de me referir como “Arranjo Produtivo”. Algumas agências possui uma engrenagem que permite a real evolução da multidisciplinaridade do profissional; e sem dúvias, essa é uma das maiores vantagems que pode te ocorrer de estar numa agência. Pra resumir: é a expriência somada com inovação e disseminação de conhecimento (internamente e externamente). Eu me considero sortudo por estar numa agência [NOIX Internet] que apesar de ter grandes cases, ainda me proporciona um ambiente assim. O mais importante não é estar numa agência grande, mas num ambiente que te faça crescer!
Cá entre nós, me incomodo muito de saber que tem gente que trabalha em grades agências e está literalmente estagnado em suas atuações funções, sem estar adiquirindo novos conhecimentos e desafios. E se você é Freela, não se deixe cair nesse abismo também.
E pra finalizar, uma sugestão pra você, Filipe: indique livros que te ajudaram na sua caminhada (ou na de outros freelas e profissionais de web em geral) ou mesmo faça uma convocatória para os leitores do Chocola te ajudarem. Eu sou um que terei prazer em ajudar, conte comigo.
Abraço,
@diogenespassos
Estou acompanhando os passos do seja freela… Estão de parabéns abordando todos os passos, coisas que eu nem imaginava.
Comentário
Muito Bom…Quero desfrutar de todos esses ensinamentos..Vlw abrçs
Adoro essa coluna do Blog! Não sou de ler colunas em blogs mais essa eu não perco! *-*
Opa Filipe, realmente um excelente post, uma aula! rs
Como sugestão de um novo post, você poderia falar de como o freelancer trabalha com o cliente em relação ao pagamento do domínio (anual) e a hospedagem (mensal, semestral, anual…).
Você recomenda hospedagem gratuita para trabalhos profissionais? Poderia até citar algumas… ^^
Fico no aguardo de um novo post… (mais de um mês sem neh… hehe)
[]‘s
Cara, acho que essa conta aí não tá bem certa.
Se você fala que quer ganhar 30000,00 no ano, tem despesas de 5000,00 e quer ainda lucrar 20% a conta deveria ser:
(30000,00 + 5000,00) * 1,2 / 1516 = 27,70
Isso porque você não desconta as despesas, você soma já que você precisa trabalhar para pagá-las. Se você descontar, no final é como se não precisasse pagá-las e isso não vai aparecer nas suas horas.
Imagina você ganhando aqueles 19,78 por hora, no total seriam 30000,00 e na verdade deveria ser 37000,00 mais ou menos.
Mas Bruno, pensa comigo… hehe..
Se você tem um gasto X, você tem que descontar esses gastos do teu lucro.
Ou seja: se você quer lucrar uma porcentagem de um valor, esse lucro tem que ser a porcentagem do resultado da diferença entre lucro e despesas, sacou?
Isso que você disse faz sentido e você tem razão.
No caso, o que quis dizer é que se você se propoem a faturar X, o mais interessante é calcular o quanto você precisa para faturar X e pagar seus gastos sem tocar no X.
Dessa forma o X se torna uma fonte de renda para você mesmo e não para custear seu trabalho.
Eu calculo minhas contas dessa forma: vejo quanto quero acumular no ano, vejo quanto irei gastar e quanto gostaria de ter a mais para fazer algo para mim depois (o lucro vira uma receita para pagar algo que eu queira adquirir).
Foi mais uma forma diferente de ver essa matemática.
Valeu!
aaahhh…. agora sim…
uashuash!!
Na verdade você mostrou ai mais uma possibilidade. Gostei… vou ver esse teu formato ai e ver se complemento esse post depois! =D
abração cara! e valeu pela dica!
\o/
Ótimo artigo! O chocoladesign tá de parabéns mesmo. Mto bacana o que tenho visto por aqui.
Manou muito bem. é raro encontrar um artigo que descreva de maneira tão clara a arte que é cobrar pelos serviços de um webdesigner freelancer..parabéns
Valeu Daniel!
Vou ver se arrumo mais tempo pra poder postar mais aqui no Chocola. Ta meio corrido ultimamente! =/
Que bom que gostou. Se tiver uma sugestão de pauta é só entrar em contato com a gente que eu vou ver de providenciar outro post! =D
abs!
Parabéns pelo artigo..puxando sardinha pro meu lado só pra completar mais um pouco: http://www.ifd.com.br/blog/2004/07/29/quanto_cobrar/ algumas tabelinhas referenciais e dica de dois livros bem bacanas que vale a pena comprar que abordam este tema de forma bem profunda.
Muito legal o post. Trabalho numa agência experimental de publicidade e tenho feitos alguns freelas. Tenho lido bastante sobre o assunto, pesquisado e procurado melhorar as formas de entrar em contato com clientes. Esse post me trouxe uma visão bem legal de um tema bastante recorrente no nosso meio, ainda mais pra quem ainda tá começando, como eu. A dúvida sempre surge. É legal ver como outros designers pensam e como agem nesse tipo de situação. Agora eu sei, de fato, como agir e como interagir com o cliente na hora de estabelecer preços. Muito bom!
Comentário
Parabéns Filipe! O post esta perfeito, direto, objetivo, esclarecedor. Será muito útil para mim e para tantos outros designers. Apareça por aqui mais e mais e mais vezes.
Abraços.
Comentário: Cara a matéria é show, mas vale um parenteses, uma vez contratamos uma design que se achava a rainha da cocada preta ela recebeu pelo trabalho dela mas fazia tanta exigencia impunha suas condições e ia as reuniões de “tromba”, era como se o cliente tivesse a obrigação de conhecer todos os termos técnicos.Enfim, foi um desgaste tão grande que hoje preferimos contratar um rapaz não formado ou como chamam”micrieiro”, porém com tanta boa vontade e boa educação que acaba valendo mais a pena. Acredito que o profissionalismo não deve quebrar nunca as regras de decoro.
Meeeu muuuito bom o esse site!!!
Achei ele hoje e ja estou lendo muuito.
Parabéns!
Ja esta nos meus favoritos
Nossa cara, esse post ficou realmente sensacional.
Eu estou empreitado em dois projetos, e é bem capaz que chegue num terceiro, ainda não fiz as reuniões com os clientes mas já estão marcadas.
Eu não tinha muita noção de como fazer um preço justo tanto pra mim quanto para o cliente, agora posso te garantir que já consigo analisar bem melhor que antes os meu preços.
E aquelas contas láááá em cima são perfeitas, tipo, eu tenho uma meta pra esse fim de ano, e reparei que se eu planejar tudo como você detalhou nos cálculos, fica muito mais fácil de saber quando vou conseguir o capital necessário para este fim.
Enfim, este post foi realmente um dos melhores da série, parabéns!
Filipe, acho bacana voce abordar sobre “metodologia de trabalho”, nao sei se ja postou sobre isso. Mas se não, é um tema que me aflinge muito, tenho muito problema com desorganização e prazos cara. Hoje, eu sou 2 periodo de designer grafico, ja tenho experiencia e portifolio pra trabalhar em agencias, ja trabalhei.. mas desisti pelo simples fato de nao conseguir trabalhar em cima de pressão e prazos curtos.. Digo hoje que nao possuo uma metodologia de trabalho.
Ate mais e fico no aguardo.
Cara sem comentario, muito bom e realmente esta histório do Picasso vai ficar na minha mente enternamente
Adorei o post e a história do Picasso, vou compartilhar no meu blog com os devidos créditos é claro!! =))
Na moral, melhor post de todos, sobre como cobrar seus trabalhos e posicionamento do profissional freela frente ao mercado. Alías melhor série de todas #Sejafreela. Parabéns!
Um Trackback
[...] Para alguns, este post pode parecer um repeteco, mas podemos considerar uma versão turbinada do “Seja Freela #5: Tempo NÃO é dinheiro”. [...]