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    UX/UI Design

    Ser um designer mais completo hoje é vital no mercado

    É fato que designer que dominam com maestria um determinado assunto disparam na frente e conseguem as melhores oportunidades. No entanto, já tem um tempo que as empresas tem buscado profissionais com uma visão macro do mercado em que atuam.


    Acho que esse foi o post mais difícil que fiz nos últimos anos por aqui. No meio das pesquisas pela pauta certa vi que eu tinha uma série de conceitos embaralhados na minha cabeça nos mais diversos assuntos. E no meio de toda essa confusão e uma pitada de falta de foco, percebi uma coisa: ser especialista em algo não é mais um diferencial no mercado.

    Vamos trazer pra nossa realidade aqui no design: trabalhamos em um mercado onde tudo tem que ser criativo e inovador, não distante disso, trabalhamos também com tecnologia, que por sua vez muda a cada dia. Fique uma semana sem saber das notícias e ploft! Você está atrasado em relação aos outros profissionais.

    Várias habilidades para um bem comum

    Ser um bom designer é muito mais do que desenvolver bons projetos, é você desenvolver outras habilidades complementares à sua especialidade. Pra ficar mais fácil de explicar, vou trazer para a minha realidade de UI Developer, ou Front-end Developer, é quase a mesma coisa, explico já já.

    No meio das pesquisas eu li um post no Tableless sobre como se tornar um Front-end Dev. e o Diego Eis foi bem preciso nas colocações e vou tentar complementar algumas coisas.

    O que acho que tem que ser absorvido nesse post é que não devemos pegar uma lista de habilidades e sair aprendendo tudo aleatoriamente. Precisamos de foco! É extremamente importante saber quais atividades complementares que vão te dar um background diferente dos outros profissionais.

    Um exemplo prático: um Visual Designer tem que ter noção do que é desenvolver um front-end. Assim quando ele desenhar uma tela, vai poder passar para um doc, por exemplo, o comportamento de cada elemento, quando terá uma transição, fade, hover, etc. E pra ficar ainda mais explícito, um Arquiteto de Informação que tenha conhecimentos de Visual Design é coisa rara de se ver e um baita diferencial no mercado hoje, já que ele vai trabalhar com muito mais facilidade com os designers envolvidos no projeto.

    Mas afinal, o que um UI Designer e um Front-end Developer fazem?

    Quando falei acima que UI Developer é quase a mesma coisa que Front-end Developer é porque temos, basicamente, a fusão de duas especialidades: UI Designer e Front-end Developer.

    O UI Designer é responsável por tornar a interação do usuário o mais simples e eficiente possível, em termos de realização dos objetivos do usuário, ele deve equilibrar funcionalidade técnica e elementos visuais para criar um sistema que não é apenas operacional mas também útil e adaptável para alterar as necessidades do usuário. A grosso modo, é o designer responsável por produzir os layouts.

    Já o Front-end Developer é o responsável por traduzir a interface produzida pelo UI Designer em elementos funcionais como botões, textos, links, etc, através de linguagens como HTML, CSS, JavaScript entre outras. Ele também é quem faz a interação do usuário com as funcionalidades do projeto feitas pelo Back-end Developer, como gravar dados no banco de dados, por exemplo.

    Depois de entender bem essas duas definições e ler esse texto no Medium do Winston Huxley, então podemos definir que o UI Developer é o profissional que não só cria o visual do projeto, mas também transforma em algo funcional para o usuário como faz o Front-end Dev.

    Apesar de bater na tecla de se tornar um profissional mais completo não esqueça nunca de manter a sua identidade e o foco. Não adianta ter mil habilidades e não ter foco na hora de aplicá-las.

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    • Eu vejo assim: As empresas querem pagar o valor 1:1 por um produto 1:2, ou 1:3. Seria “O policial que prende, apaga fogo e faz cirurgias”, mas ganhando o salário de 1 das 3 áreas (geralmente a mais baixa, com um percentual de 15% da segunda, e nada da terceira).

    • Thiago Pereira

      Tenho sentido isso na pele nos últimos meses. Sempre fui bastante focado em Designer gráfico, mas, de uns tempos para cá, passei a perceber a importância de adquirir pelo menos conhecimento superficial em outras áreas, como web design e 3D. E para ser sincero, estou gostando muito de aprender coisas novas, isso expandiu minha mente. Concordo plenamente com o caro Filipe Fernandes ao dizer que “não devemos pegar uma lista de habilidades e sair aprendendo tudo aleatoriamente”. Posso dizer com propriedades que é mesmo extremamente necessário foco para não se tornar um profissional do tipo “sei um pouquinho de cada coisa”. É claro que com essa expansão de conhecimento, com o passar dos anos, este se tornará um profissional cada vez mais COMPLETO e experiente – de fato, um grande diferencial nesses tempos modernos…

      • Pois é, Thiago. O lance é focar o todo em um. Eu passei muito tempo trabalhando em outras áreas de web como Social Media, SEO e agora Programação. Tudo para ser um web designer mais completo e acho que isso vale para todas as demais áreas do design. Mas como disse, tem que ter um foco, senão é inútil aprender tantas cosias novas. Obrigado pro participar! 🙂

      • Guest

        “(…) focado em DESIGNER gráfico (…)” – já perdeu a moral do resto do comentário. UAHEHUAE

    • Tafarel Chicotti

      Eu também penso assim, mas existe um outro grande problema. Os profissionais que se submetem a esses valores. Querendo ou não, quando um profissional se permite receber menos do que deveria e continuam assim, acabam criando uma comunidade de outros que fazem o mesmo que por fim cria um gap onde ou os outros profissionais se submetem a esses novos conceitos, ou ficam fora do mercado.

      • Exato, @tafarelchicotti:disqus! 🙂 O que quis relatar no post é que devemos aprender novas habilidades para nos tornarmos profissionais específicos, porém, mais completos e aumentar nosso valor no mercado. Empresas que oferecem oportunidades com valores abaixo do mercado existem aos montes, cabe à nós escolher qual a ideal para trabalhar. @disqus_s0JuLbzwMW:disqus, se pensarmos sempre por esse lado de que vão me oferecer X para eu trabalhar X+1, não seremos nada além de profissionais medíocres que não saem da zona de conforto. Precisamos crescer e conquistar novos espaços. 😉

        • M4IN

          Espera, está havendo uma confusão/inversão do ponto que abordei.
          :
          A questão é que a área de design é tão abrangente, que está começando a se misturar com outras áreas, unicamente por trabalharem em conjunto. Ora, o designer pode ter conhecimento sobre linguagens, mas não precisa ser “pleno” ou “senior” nelas, e as empresas estão começando a pedir designers nessas especificações, e é aí que entra o “pulo do gato” das empresas. =P
          :
          Está (muito) longe de ser uma questão de “profissionais medíocres”. Mas por ignorância (ou malícia mesmo) as empresas acham que tudo aquilo que envolva o campo visual -direta e indiretamente- é coisa do designer, e por isso as duas áreas estão se mesclando. Mas o salário não está chegando nem perto dessa fusão de profissionais.
          :
          PS: Não sei se me fiz entender.

        • Paulynho Lima

          E enquanto a oportunidade não chega filipe o que faremos? Empresas pagam pouco e mal contratam…e ficamos fora do mercado por muitos meses.

      • M4IN

        Então, eu acho meio complicado falar de valores, pois as vezes o designer aceita por necessidade mesmo. Pode acontecer. O que eu questiono é que, além de piloto, ou cara também precisa ser mecânico, e engenheiro, manja? Ele não pode mais dar conselhos sobre mecânica e engenharia. Não sei se me fiz entender. =)

    • William Costa

      Eu to meio que nesse dilema. Já trabalho a 4 anos como Design Gráfico, e sempre tive um pé em Web. No começo do ano comecei a me aventurar mais em Web, e hoje trabalho como Design Gráfico e Web na empresa em que presto serviços. Por mais que pareça que eu tem 2x mais trabalho, pois continuo fazendo o trabalho de antes mais web. A Experiência e Aprendizagem que eu no final vale a pena. Lógico que temos que sempre buscar o melhor, mais temos que se arriscar a aprender coisa novas e ganhar um pouco menos para no futura buscar algo melhor.

      • Thiago Pereira

        Acredito no mesmo. Apesar de muitas vezes não ser remunerado tão bem como gostaria pelo aprendizado e esforço que dedico a outras funções, acho que nunca é demais absorver conhecimento de outras áreas, como o post deixou claro, “tornar-se um profissional mais completo”.

    • Thiago Pereira

      Olá amigo, desculpe pela gafe. Obrigado pelo comentário.

    • Concordo com a questão que você aborda (na verdade, até defendo isso).
      Acredito que por o design ser algo tudo misturado, as pessoas acabam fazendo de tudo um pouco, quando na minha opinião, um Designer Gráfico, é diferente de um Web Designer, que é diferente de um Motion Designer.

      Apesar de os 3 trabalharem com visual, cada um deve ter conhecimentos específicos, por exemplo, imagina um designer que só faz as telas no photoshop, e outra pessoa anima isso no after effects?

      Acontece que com a migração de mídias do impresso para o digital, os designers gráficos estão vindo para a web com o pensamento: “é a mesma cosia que eu fazia antes só muda uma coisinha ou outra”, quando na verdade muda QUASE tudo.

      Vejo uma limitação muito grande em alguém que se intitula Designer de Interfaces, não entender de html e css.

      O pessoal tem mania de se assustar dizendo: ah mas isso é coisa de programador, quando na verdade, programador é outra coisa, é quem cuida do sistema interno do site, e não do visual.

      Aí depois acontece aquilo, do cara desenvolver um tela, sem pensar em como será feito o front daquilo, e é aí que o começa as desavenças entre o designer e o front da equipe.