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    UX/UI Design

    Uma compreensiva introdução à Interface Gráfica e Design de Interação

    Vamos revirar o baú e pensar na época da invenção, para entender como o Design de Interação ajudou a construir fantásticas Interfaces.


    Desde 1830, o homem pensou na necessidade de computar coisas. Especificamente em 1833, quando Charles Babbege deu início à invenção que pode ser chamada de um computador mecânico, que poderia ser útil para coisas analógicas.

    A ideia pegou mesmo na Segunda Guerra, onde os computadores analógicos ganharam mais recursos, podendo computar ataques de fogo, bombardeios e até disparo de torpedos, como o computador-naval ameriano “TDC Mk III“. O fato é que esse conceito de “computar coisas” não era algo muito bacana e de uso comum, até longa data pós este período isso se manteve de uma maneira, digamos, desajeitada, como por exemplo o transporte de um HD de 5 megas feito pela PAA.

    O que me impressiona de fato, foi a necessidade de máquinas que computam coisas, tornar em menos de 50 anos, dispositivos de alto grau de usabilidade, a ponto de ficarmos praticamente presos à isso. A conexão dessa evolução pode ser detalhada em um outro tópico, certamente. 🙂

    Por volta da década de 70 quando o computador pessoal passou a ter um sentido bem mais interessante para empresas e bancos, surgiu com isso a necessidade técnica de entender comandos e um avançado conhecimento sobre programação. Na teoria era fácil: bastava digitar a fórmula que a máquina computava o resultado para você. Mas não era tão simples assim, pois o conhecimento exigido para isso não era tão popular.

    E então veio a ideia de uma Interface mais estruturada onde pudesse haver objetos visuais que ajudassem o usuário a executar operações, o que na época tornaria o trabalho da máquina dobrado, pois haveria um bloco de código que faria a ponte entre o comando visual e a computação do mesmo. E no meio de tanta necessidade, a computação gráfica cresceu rápido.

    Foi na Xerox PARC, Palo Alto nos EUA que surgiu o primeiro embrião do que conhecemos por Interface Gráfica. Com uma simples grid de linhas preto e branco dentro de blocos com contornos maciços, os objetos na tela orientavam o usuário para as tarefas que ele podia fazer.

    Interface gráfica apresentada pela Xerox PARC.

    Interface gráfica apresentada pela Xerox PARC.

    Entretanto, foi nos computadores Apple que o estudo em Design de Interação fora aprimorado, baseado nesta ideia fantástica de ter um componente visual para programar coisas!
    Um dos grandes avanços foi o método metafórico de ilustrar pequenas tarefas, como um ícone de uma lixeira para excluir arquivos e a representação gráfica de um disquete, indicando que ao clicar alí você teria acesso ao diretório de arquivos da máquina.

    A metáfora está presente também no controle das “janelas”. O botão de X por exemplo, é uma representação digital da ação de marcar um X em elementos que queremos revogar, como um dia passado no calendário ou a marcação de um item numa lista de compras. A ideia de “janelas” parte do mesmo principio: com uma Interação visual, seria necessário um meio de “pular” de um programa a outro, ou de uma função a outra, a modo que não se perdesse no ambiente. Uma janela virtual poderia intercambiar isso, alocar informações e componentes separados a total controle do usuário.

    O trabalho de Design de interação num caso primário como esse, dependeu de uma série de necessidades do usuário final, como era sua comodidade em utilizar o computador e também sua dificuldade. A ideia era usar uma engenharia cognitiva capaz de abranger situações de uso comum e ir definindo atributos de design para compensar isso.

    Um fato interessante: em plano de fundo, entra algumas ações da Experiência de usuário (UX) aqui. O fator construtivo que levou à tona a criação de uma Interface Gráfica designada à usuários partiu justamente de uma atmosfera onde computadores começaram a ficar poderosos, funcionais e poucas pessoas podiam ou conseguiam utilizá-los. O Design de interação serviu para moldar essa necessidade e o UX foi o algoritmo para isso.

    Na continuação deste artigo, vamos desmembrar essa evolução das Interfaces, passando por alguns sistemas operacionais e detalhando suas atividades como análise de IxD. Até lá!

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